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terça-feira, 10 de maio de 2016

BANCO DO BRASIL PREPARA ATAQUE PESADO AO FUNCIONALISMO

O governo de Dilma Rousseff , no apagar das luzes, vem tomando várias medidas em favor do grande capital que incluem desde privatizações até ataques aos direitos trabalhistas. Dentro deste contexto, o funcionalismo do Banco do Brasil, assim como os demais bancários, não será poupado.
Nas últimas semanas tem sido realizadas reuniões com a gerência média do BB nas quais, além do tradicional anúncio das novas desafiadoras (leia-se inatingíveis) metas, vem sendo anunciado, sem meias palavras, o plano do banco de retirar das agências do varejo todas as carteiras PF e PJ e centralizá-las nas chamadas agências de negócios.
O funcionalismo especula freneticamente sobre as consequências desta mudança. Pois bem, vamos acabar com as especulações.
 
 
 
DESCOMISSIONAMENTOS E DEMISSÕES À VISTA
 
Está claro, mesmo para os mais otimistas, que a migração das carteiras (o verdadeiro "filé" das agências), para as agências de negócios, significará uma redução brutal no potencial de negócios das unidades e, consequentemente, da sua rentabilidade.
Diante desta constatação não é difícil concluir que o passo seguinte será o fechamento em massa de agências e uma redução drástica de pessoal.
Considerando que o plano do banco é de que todas as carteiras tenham migrado até 2018, não é razoável esperar que esta diretoria, que já promoveu a reestruturação ou, melhor, a desestruturação do CSL e da GECEX, com descomissionamentos e transferências compulsórias de centenas de funcionários, vá promover estas mudanças sem atacar violentamente o funcionalismo.
É óbvio que não haverá um lugar ao sol para todos nos "Oasis" das agências de negócios. Na verdade está muito evidente que a intenção é o fechamento de centenas de agências e, falando francamente, descomissionamentos e demissões.
 
DIREÇÕES INOPERANTES DESMOBILIZAM A CATEGORIA
 
Por outro lado a maioria dos sindicatos de bancários ligados à CONTRAF/CUT vem cada vez mais conduzindo as campanhas salariais de forma burocrática e antidemocrática. Deflagram a greve sem que a categoria tenha a oportunidade de discutir a sua organização, as suas fragilidades e as melhores estratégias para enfrentá-las. A greve é aprovada em assembleia única, sem que seja dada oportunidade dos bancários se manifestarem. Tudo isso dá aos bancários que se dispõe a participar das assembleias a impressão de que tudo não passa de uma encenação que possui um "script" pré-definido e imutável. A consequência é que as g reves tem sido deflagradas em assembleias cada vez mais esvaziadas.
 
A inoperância da direção majoritária dos bancários, hoje representada pela CONTRAF/CUT, é evidente. Tanto que diante desta ameaça as principais direções sindicais, entre elas a do SEEB-RJ, não foram capazes de convocar assembleias para denunciar este projeto do banco e preparar a categoria para resistir.
 
A deliberada desmobilização promovida pela CONTRAF/CUT, tem levado  o funcionalismo a perder a confiança na sua organização. Estes colegas que há alguns anos eram a vanguarda das lutas da categoria bancária, aderindo em massa à greve, constituindo o exército de piqueteiros, garantindo o fechamento de importantes prédios e agências de bancos privados, hoje passaram de protagonistas da sua luta a meros espectadores, mal comparecem às assembleias e, os poucos que aderem à greve, limitam-se a acompanhar o seu andamento pela internet. É preciso mudarmos esta situação.
  
SEM LUTA O BANCO NÃO RECUARÁ.
 
Diante da ameaça que paira sobre as nossas cabeças não podemos apenas torcer pela boa vontade da direção do banco. Temos que ter claro que sob este governo ou sob qualquer governo que venha a substituí-lo este movimento de enxugamento do quadro funcional seguirá o seu curso.
Precisamos ter claro que apenas a nossa luta e organização poderá forçar o banco a recuar dos seus planos. É preciso resgatarmos a organização por local de trabalho, resgatar a figura do delegado sindical como referência da luta nas agências e, mais do que tudo, é preciso sairmos da apatia na qual estamos mergulhados há alguns anos e começarmos a participar mais ativamente da vida sindical da categoria.
A ameaça é real e imediata e a nossa resposta não pode ser diferente.
 
Para começarmos a construir a resistência a estes ataques propomos o seguinte:
 
- Imediata convocação de assembleia dos funcionários do BB em todo o país;
 
- Liberação dos delegados sindicais já eleitos para a participação em reuniões para discutir as estratégias para a luta;
 
- Eleição de delegados sindicais nas unidades onde não haja delegado eleito aproveitando para discutir com os colegas sobre as ameaças do banco;
 
- Organização de reuniões por local de trabalho, se necessário, com a participação de representantes sindicais;
 
Cremos que estas medidas são um passo importante na nossa reorganização, mas a vitória depende de todos nós.
 
Vamos à luta BB!!
 
 

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