Avante Bancário

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Santander: lucro com tarifas pagaria uma folha e meia, mas banco demite


Bancários fizeram sua parte aumentando as receitas de oprações com crédito e venda de serviços. Apesar disso, banco demitiu centenas de trabalhadores



29 de abril de 2013
O Santander lucrou R$ 1,5 bilhão nos primeiros três meses do ano e os destaques do faturamento ficaram por conta, mais uma vez, do trabalho dos bancários. O arrecadado com operações de crédito subiu 8,3%, batendo em R$ 256 bilhões, e com prestação de serviços e tarifas saltou 9,1%, chegando a R$ 2,7 bilhões.

Apesar disso, o Santander continua sem reconhecer o valor dos funcionários, já que, além de não atender a pauta de reinvindicações, ainda demite. Entre janeiro e março de 2013 o saldo de postos de trabalho caiu 2,8% com o fechamento de centenas de vagas. Com isso, o gasto com despesas de pessoal foram reduzidos em 4,2%, ficando em R$ 1,753 bilhão.

A incongruência dessas demissões está no fato de o arrecadado apenas com tarifas e prestação de serviços daria para pagar a folha de pagamento inteira e ainda sobrariam 54% 'de troco'. O banco tem muita margem para contratar, o que aliviaria a sobrecarga dos funcionários e melhoraria o atendimento aos clientes, mas prefere demitir.

O Brasil continua sendo a galinha dos ovos de ouro do Santander. O lucro gerado pelos trabalhadores brasileiros responde por 26% do total no mundo inteiro. O resultado apresentado por toda Europa Continental, por exemplo, respondeu por 25%.

O patrimonio líquido subiu 6,5%, indo a R$ 51 bilhões, e os ativos cresceram 7,5%, batendo em R$ 448 bilhões.

PDD
Novamente, a Provisão para Despesas Duvidosas, colchão que o banco cria para cobrir inadimplência, subiu, agora em 9,1%, apesar de o índice de falta de pagamento acima de 90 dias ser de apenas 5,8%.






Fonte:
Com informações SEEB SP

Gerente do Itaú morre em pleno local de trabalho


Uma gerente operacional do Itaú Unibanco faleceu no último dia 18 dentro do seu local de trabalho na agência Parolin, em Curitiba. Uma grande tristeza para toda a categoria no Paraná e no Brasil.


A perda da colega escancara uma situação limite de stress a que os trabalhadores estão submetidos por conta da pressão dos gestores, das metas abusivas, do assédio moral, da ameaça de demissão e das reestruturações.


No início deste mês, outro bancário do Itaú Unibanco faleceu em São Paulo, vítima de infarto, após ter seu cargo rebaixado e ter relatado que não estava bem por conta da pressão por metas.


Os banqueiros, infelizmente, não estão preocupados com a saúde dos trabalhadores ou se mais funcionários perderão a vida em decorrência dos absurdos a que estão sendo submetidos. O que mais causa indignação é que alguns trabalhadores da gerência média servem como instrumentos para as práticas de maldades que estão adoecendo e tirando a vida dos bancários.



Saúde e condições de trabalho
O combate ao assédio moral e o fim das metas figuram entre as principais bandeiras relacionadas ao tema Saúde do Trabalhador nas campanhas nacionais dos bancários nos últimos anos.


A Fenaban insiste em classificar as metas como "desafiadoras", ignorando os efeitos delas sobre a vida dos bancários. Os banqueiros afirmam que as metas são estratégias privadas de cada banco e que dependem da gestão.


Os patrões também seguem dizendo que os problemas de saúde dos bancários não têm relação com o trabalho. Será?


Segundo estatísticas da Previdência Social, os bancários estão entre as categorias de trabalhadores que mais adoecem, seja por LER/Dort, seja por doenças relacionadas ao sofrimento mental. O stress do dia a dia da categoria está causando danos irreparáveis à saúde. Não podemos tolerar o falecimento de mais trabalhadores por conta do trabalho.



Fonte:
Contraf & SEEB Curitiba
 

domingo, 28 de abril de 2013

FSM conclama à toda classe trabalhadora do mundo a sair às ruas no próximo 1º de Maio

A FSM conclama todas as organizações sindicais do mundo a organizar, por conta do 1º de Maio de 2013, atos e atividade em todos os países, em todos os continentes, em homenagem ao Dia Internacional dos Trabalhadores e mártires da classe operária.

A FSM, a partir da resolução da reunião do Conselho Presidencial nos dias 7 e 8 de março deste ano, em Lima (Peru), propõe o lema “Chicago nos mostrou o caminho”, que deve ser utilizado junto às respectivas logomarcas de cada organização sindical.

O movimento sindical internacional tem a grande responsabilidade de proteger e defender o Dia Internacional dos Trabalhadores, frente aos esforços dos governos capitalistas, dos empresários, de outras instituições e organizações não governamentais, para eliminar este dia ou alterar completamente seu significado.

O 1º de Maio é para a classe trabalhadora internacional um símbolo do valor insubstituível que os trabalhadores desempenham na sociedade e na produção, das importantes conquistas obtidas historicamente, das vitórias da luta de classes, e de que todos os direitos são resultado de sangrentas lutas. Nada foi dado aos trabalhadores.

O 1º de Maio é um dia de homenagem e de recordação dos mártires da classe trabalhadora que se sacrificaram em Chicago (1886), com as importantes e decisivas greves dos trabalhadores estadunidenses, que reclamavam oito horas de trabalho, oito horas de ócio e oito horas de descanso. É também uma data para homenagearmos aqueles que lutaram por uma jornada de trabalho em muitos países do mundo, antes e depois das greves de Chicago. Redemos homenagem aos mártires da classe trabalhadora que foram assassinados, torturados, encarcerados e que vítimas de desaparição forçada, por governos antipopulares e a serviço do capital, em todos os continentes.

O 1º de Maio é uma lição para as novas gerações, por incluir os princípios da classe trabalhadora, como o internacionalismo proletário, a unidade de classe e o valor insubstituível das lutas com orientação de classe. É um dia ação, especialmente quando a classe trabalhadora internacional se reúne nas ruas para a luta contemporânea pelos direitos trabalhistas e sociais. Pelo direito a trabalhar menos horas e com salários decentes – algo que era realista no final do século 19 e que não pode ser irreal em meio ao progresso tecnológico do século 21.

Hoje, enquanto o capitalismo se encontra em profunda crise e expõe todas as facetas de seu rosto bárbaro, brutal e impiedoso, confiscando todos os direitos da classe trabalhadora e dos setores populares.
Hoje, enquanto a competição entre os monopólios cria mais campos de batalha e novas intervenções imperialistas.
Hoje, enquanto a violência de Estado, a repressão das lutas sociais e trabalhistas e a violação da liberdade sindical se degeneram no plano internacional.

Mobilizemo-nos!
- Chicago nos ensinou o caminho!
- Não à escravidão capitalista contemporânea!
- Lutemos por um mundo sem exploração do homem pelo homem!
- No 1º de Maio, a FSM expressa sua solidariedade internacionalista com os povos de Cuba, Palestina, Síria, Líbano, Malí, Colômbia, Venezuela, etc.

O Secretariado da FSM
 
Fonte: wftucentral.org

PCB e Unidade classista marcham em defesa dos direitos trabalhistas

Nesta última quarta-feira (24/4), mais de 20 mil manifestantes, entre eles trabalhadores do campo e da cidade, estudantes e aposentados, com participação ativa do PCB e da corrente sindical Unidade Classista, realizaram expressiva marcha em Brasília para protestar contra a proposta do governo, empresariado e centrais sindicais oficiais expressa no chamado "Acordo Coletivo Especial".
Aprovada, a proposta significará um derrota histórica para a classe trabalhadora brasileira, pois sepultará de forma definitiva a vigente legislação trabalhista, favorecendo aos interesses da rapinagem capitalista através da total flexibilização de direitos.
 
O Espaço de Unidade de Ação, que patrocinou o movimento, coordenou a segunda parte das manifestações setoriais junto ao legislativo federal e ministérios. Também foi alvo do protesto a nova proposta de reforma da previdência - que aponta para a privatização e a precarização, além de atacar de forma frontal o direito de aposentadoria, quebrando o princípio pétreo de solidariedade entre gerações de trabalhadores.
 
A marcha ainda exigiu a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos.
Os militantes do PCB e da Unidade Classista presentes à atividade conclamaram a construção de um sistema de aliança entre os trabalhadores para o enfrentamento aos ataques do governo Dilma, capacho do capital.

Unificação da luta
O ato já geou seu primeiro fruto: ficou acertada a reprodução da unidade de ação nos estados do país para o próximo Dia Internacional dos Trabalhadores - o 1º de maio - na próxima quarta-feira. Além disso, um novo calendário de manifestações em defesa da rede de proteção social, dos direitos trabalhistas e humanos será debatido na próxima reunião do Espaço de Unidade de Ação, agendado para 15 de maio, em Brasília.
 
 
Secretariado Nacional do PCB
 
Fonte:pcb.org.br

terça-feira, 23 de abril de 2013

Campanha Nacional pela Anulação da Reforma da Previdência e marcha em Brasília contra o Acordo Coletivo Especial

O SEPE, juntamente com o Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, as entidades representativas de Servidores Públicos Estaduais e Municipais, a CSP- CONLUTAS, a CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a Auditoria Cidadã da Dívida estão promovendo a Campanha pela Anulação da Reforma da Previdência de 2003.
 
 
A campanha disponibiliza um abaixo-assinado eletrônico e outro de papel com o objetivo de coletar o maior número possível de assinaturas, sem prazo definido para acabar. Está previsto também um ato público nacional, ainda sem data definida, para a entrega dos abaixo-assinados.
 
 
A orientação é de que as organizações viabilizem locais de coletas e incorporem a campanha em cada uma das atividades realizadas pela entidade. O roteiro com as principais informações sobre os procedimentos para a coleta de assinaturas de papel pode ser visto aqui: http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-1440388399.pdf
 
 
O abaixo-assinado eletrônico encontra-se alojado na internet no site Petição Publica Brasil que disponibiliza um serviço público gratuito para (abaixo-assinados petições públicas) online e pode ser assinado acessando o link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=emenda41
A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em condenar aqueles que se utilizaram do poder para a compra de votos no Congresso Nacional provam a inconstitucionalidade e ilegalidade da reforma da previdência de 2003.
 
 
Essa reforma reduziu direitos previdenciários dos servidores ao instituir a taxação de aposentadorias e pensões,aumentou o tempo necessário para a requisição da aposentadoria e pôs fim ao benefício integral. É importante que os movimentos levem em cada local de trabalho, atividade, seminário, plenária esse debate e procurem fazer a coleta dessas assinaturas, dando ampla divulgação em sites e redes sociais.
 
 
o modelo de abaixo-assinado para impressão pode ser obtido pelo link abaixo:
 
 
Protesto em Brasília no dia 24/04 vai denunciar o Acordo Coletivo Especial (ACE)
O Sepe, juntamente com o Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais, as entidades representativas de Servidores Públicos Estaduais e Municipais, além de outras entidades como centrais sindicais mobilizadas na campanha contra o Acordo Coletivo Especial (ACE) organizarão uma grande marcha a Brasília no dia 24 de abril. Os profissionais que desejarem participar do movimento devem entrar em contato com o Sepe Central, núcleos e regionais - o ônibus fretado pelo sindicato sairá da sede (Rua Evaristo da Veiga, 55), às 9h do dia 23.
 
 
O ACE é uma proposta defendida pelo governo federal, empresas e algumas entidades representativas dos trabalhadores que prega a conciliação, retirada e flexibilização dos direitos trabalhistas, com a proposta de que aquilo que for negociado entre empregados e empregador prevaleça sobre as leis trabalhistas, ou seja, que os sindicatos possam fechar acordos com as empresas que valham sobre os direitos contidos na CLT. Dessa forma, com a sua aprovação estariam legalizados acordos que, por exemplo, permitem a divisão das férias em mais de dois períodos; o pagamento parcelado do 13º salário, até mesmo em parcelas mensais; a ampliação do banco de horas sem limites; contratação temporária; a terceirização dentro das empresas sem nenhum limite, além de outras manobras.
 
 
Fonte : SEPE/RJ

domingo, 21 de abril de 2013

A privataria petista

Vamos sugerir ao jornalista Amauri Ribeiro Junior que escreva um novo livro sobre a “Privataria Petista”. Apesar de boicotada pela grande imprensa e proibida de circular pelos tucanos, a publicação foi um sucesso de vendas. A edição do segundo volume dessa história de privatizações seria importante para comparar os métodos tucanos e petistas, apontando aqueles que foram favorecidos. Quem foi prejudicado já se sabe, o povo brasileiro.
 
Dilma serve uma sopa para os miseráveis do país e faz banquete para os ricos do mundo. Em termos de valores, os petistas devem chegar à frente dos tucanos: só a 11ª rodada de leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, a ser realizada nos dias 14 e 15 de maio, envolve, segundo a própria ANP, algo estimado em 30 bilhões de barris de petróleo ou equivalente a três trilhões de dólares. No entanto, a Agência espera arrecadar com o leilão apenas bilhão de dólares.


Todos os valores envolvidos na “Privataria Tucana”, somados (Vale do Rio Doce, CSN, Telebrás, Eletrobrás etc) não atingiriam os valores do que presidente Dilma, do PT, já está privatizando e ainda pretende privatizar, o que inclui aeroportos, portos, estradas e agora o petróleo
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Fonte: Sindipetro-Rio

Os drones da mídia


*Afonso Costa
O trágico assassinato de um rapaz de 17 anos regurgitou o clamor anacrônico da mídia pela redução da idade penal.
 
É a mesma mídia que defende a intervenção do imperialismo na Síria, a tentativa de golpe na Venezuela, os assassinatos na África, o desemprego e as mortes na Europa, a ocupação da palestina, a falsa democracia nos Estados Unidos, em suma a imposição do coturno neonazista no planeta
 
É essa mídia que aplaude os leilões Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, que envolve algo em torno de em 30 bilhões de barris de petróleo, o equivalente a três trilhões de dólares. No entanto, a Agência espera arrecadar com o leilão apenas um bilhão de dólares. Qual o tamanho do prejuízo para o país?
 
Essa mídia despreza o fato de que no Brasil cerca de 35% dos jovens vivem na pobreza, dos quais metade beira a extrema pobreza; que o índice de desemprego atinge mais de 15% na faixa etária entre 15 e 24 anos. Destes, mais de dois milhões e meio não estudam, não trabalham, não têm sequer acesso aos programas sociais do governo, como bolsa família e outros. São órfãos do Estado.
 
Nas famílias que possuem crianças de até 14 anos em suas residências - cerca de 40% do total do país - pouco mais da metade têm todos os serviços de saneamento necessários, entendidos como banheiros nas casas, acesso à rede de esgoto, água potável e coleta de lixo. Como pretender imputar a esses jovens quaisquer responsabilidades, se o Estado se faz ausente em suas vidas?
 
A defesa da redução da idade penal apenas pretende engrossar o encarceramento da juventude, que hoje representa 80% dos mais de meio milhão de detentos em nível nacional.
 
Essa dura realidade não vem sozinha. Se reflete diretamente na educação, ou melhor dizendo na literal falta de educação da juventude brasileira. Aproximadamente 18 milhões de jovens sequer possuem o Ensino Médio completo, o que acarreta problemas de sobrevivência, com decisiva influência na qualificação profissional e na própria violência.
 
É essa mesma mídia que apóia a internação forçada dos “cracudos”, os consumidores de crack, zumbis largados na periferia dos grandes centros urbanos. Onde está a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados para defender o direito de liberdade dos jovens vítimas dos traficantes? Qual a sua atuação no debate em voga no Congresso sobre a nova lei de criminalização e punição aos consumidores de drogas? Penaliza-se as vítimas, faz-se vista grossa para os verdadeiros criminosos, não apenas os traficantes, mas os que mais lucram com a infelicidade alheia.
 
É essa mesma mídia que aplaude a ostentação de riqueza do filho de um ministro da ditadura militar empresarial, provável beneficiário da privatização do Maracanã.
 
É uma mídia dirigida contra os povos brasileiro, europeu, africano, palestino, estadunidense, sul americano. É uma mídia dirigida, os drones das palavras escritas e faladas a atingir os povos de todo o mundo. É a mídia que lamenta – como todos nós – as mortes na maratona de Boston, mas esquece que milhões de cidadãos no mundo buscam vingança contra todos os males que os EUA praticam de norte a sul, de leste a oeste.
 
É uma mídia dirigida pelas multinacionais e corporações financeiras, beneficiadas por governos subservientes e paraísos fiscais espalhados na Europa, Ásia e América Central. Apenas nas ilhas Cayman as estimativas apontam mais de 14 trilhões de dólares depositados, valor superior ao PIB dos EUA e do Japão juntos. Disso essa mídia não fala.
 
Por que não há o mesmo clamor dessa mídia por justiça, pelo fim da barbárie e pela democratização da informação? Por que não interessa aos seus patrões, aliados do grande capital, o verdadeiro responsável pelas mazelas que assolam a humanidade.
 
Anualmente morrem cerca de 50 mil pessoas no país, dos quais 40 mil são homens. Desse total aproximadamente 19.000 rapazes de 15 a 24 anos, a imensa maioria assassinada. São 60 jovens que falecem por homicídio a cada dia. Por eles não há clamor. São rapazes abandonados, largados, desprezados por um status quo ao qual interessa apenas os lucros e a maximização da miséria em benefício próprio.
 
A idade penal requer um debate político, econômico, social e até mesmo ideológico, não meramente criminal como pretende a mídia subserviente ao capital.
 
 Afonso Costa
Jornalista