Avante Bancário

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

O capital, o governo e a morte

 

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Por Afonso Costa e Paulo Schueler

Monitor Mercantil

O Brasil tem cerca de 2,8% da população mundial, mas registra aproximadamente 15,6% do total de contaminados pela Covid-19 e 14,5% dos óbitos. Essa desproporção de sofrimento e mortes é a marca registrada do atual governo, junção do capital com parte significativa dos militares, encabeçado pelo capitão reformado.

O presidente da República e seu governo são os principais instrumentos do genocídio que vem causando milhões de contaminados e milhares de mortes no Brasil, mas não são os maiores responsáveis. O capital e a elite que o detém estão por trás desses trágicos números. Pesquisa da Oxfam Brasil é elucidativa ao apontar que 42 bilionários aumentaram suas fortunas em US$ 34 bilhões, cerca de R$ 177 bilhões, apenas no período da pandemia.

Muitos governadores, prefeitos, parlamentares, parte do Judiciário, a mídia empresarial e setores conservadores da sociedade são corresponsáveis por tamanha tragédia; alguns por ignorância, outros por falta de escrúpulos, muitos pelos dois motivos. “Com o Supremo e com tudo”, como antes disse o ex-senador Romero Jucá (MDB), acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

O atual governo tem muito em comum com a ditadura oriunda do golpe de 1964, realizada com tanques e baionetas, utilizando “Deus, a família e a propriedade” como slogan, e o temor da “ameaça do comunismo”, tendo por trás as malas de dólares do capital. Desta feita, o golpe começa com a operação Lava Jato, o impeachment da presidente Dilma, a prisão do Lula, as notícias falsas, a fuga dos debates, uma “facada” pra lá de suspeita.

O resultado é o descaso para com a saúde e a vida dos brasileiros, o brutal favorecimento ao grande capital em detrimento do país e do seu povo.

No primeiro ano deste governo, a prioridade foi a reforma da Previdência, retirando direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, comprometendo o futuro da juventude. O beneficiário é o mesmo de sempre, o capital, que aumenta sua mais-valia, garante mais recursos públicos para lucrar via dívida pública, abre mercado para os fundos privados de aposentadoria e por aí vai.

De lá pra cá os ataques se sucederam, falta espaço para listar todos, abordemos apenas alguns deste ano:

O ministro Paulo Guedes é um banqueiro, não um homem público. Sua atuação não privilegia o bem do país e do seu povo, mas sim o lucro do grande capital.

Em março, no começo da pandemia, o governo assegurou R$ 1,2 trilhão como garantia de liquidez para o sistema financeiro. Além disso, reduziu de 20% para 15% a alíquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) cobrada dos bancos, referente aos resultados de 2019. A informação é do jornalista Breno Costa, no Brasil Real Oficial.

Segundo a reportagem, “os bancos pagarão uma taxa menor sobre seus lucros registrados no ano passado. Apenas os quatro maiores bancos do país (Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander) tiveram lucro de R$ 81,5 bilhões em 2019 – um recorde nominal, com crescimento de 18% na comparação com o registrado em 2018”. Cabe destacar que os recursos da CSLL são destinados à Seguridade Social, onde está alocada a Previdência Social.

Mais um capítulo com a ida do ex-secretário Mansueto Almeida para o BTG Pactual, após o banco comprar uma carteira do Banco do Brasil que vale cerca de R$ 3 bilhões por pouco mais de 10% de seu valor – R$ 371 milhões.

Nos últimos dias, o Banco Central autorizou transferir para o Tesouro R$ 325 bilhões para ajudar no serviço da dívida pública, ou seja, ceder à pressão do sistema financeiro privado, que exige condições ainda mais lucrativas.

Na Saúde, a estratégia do capitão reformado, desde o início, foi tomar todas as medidas – e omissões – possíveis para que o vírus circulasse entre a população, na expectativa por uma “imunidade de rebanho” ao custo de milhares ou milhões de vidas, quantas sejam necessárias.

O presidente retardou como pôde o repasse financeiro aos estados e municípios, e, sob o general Pazuello (seu terceiro ministro da Saúde desde o início da pandemia, por aceitar o receituário de medicação sem comprovação científica e se calar sobre a necessidade de isolamento social), a fonte secou ainda mais, misturada à corrupção de alguns governadores e secretários de Saúde estaduais, os mesmos que ajudaram a eleger o capitão e caíram em desgraça por almejarem a cadeira presidencial.

As privatizações em ritmo acelerado demonstram a sanha do ministro da Economia para beneficiar o capital. Uma prova clara disso: o lucro total das principais empresas estatais em 2019 foi de cerca de R$ 90 bilhões (Banco do Brasil R$ 18,16 bilhões, Caixa R$ 21,1 bilhões, Petrobras R$ 40,1 bilhões e Eletrobras R$ 10,7 bilhões). Ainda assim, todas estão na mira do banqueiro. Lembra a chamada Privataria Tucana, ocorrida durante o período FHC, denunciada pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que resultou em prejuízo de R$ 2,4 bilhões para o povo brasileiro, segundo reportagem da Carta Maior. Esse valor corrigido chega a números estratosféricos.

A Eletrobras lucrou R$ 24 bilhões nos últimos dois anos, tem R$ 44,5 bilhões a receber até 2028 e R$ 15 bilhões em caixa, mas o governo quer vendê-la por R$ 12,5 bilhões, denuncia o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).

O golpe de 2016, em medida considerável, foi feito para quebrar as pernas da Petrobras e sua crescente influência no mercado internacional de petróleo. Desde as revelações de Eduard Snowden e o até hoje muito mal explicado roubo de laptop da ANP que detinha informações estratégicas, sabe-se do interesse vital dos EUA de submeter a empresa e as reservas brasileiras aos ditames diretos do Salão Oval da Casa Branca.

Não à toa, concluído o impeachment de Dilma, a primeira coisa que José Serra fez foi correr para os corredores da Shell.

A Petrobras vem sendo desmontada quando consideramos a cadeia do petróleo em sua totalidade – da produção, passando pelo refino, até a distribuição. Além de “destruir” a empresa, resta aos consumidores finais dos derivados do petróleo – e não apenas a gasolina no posto – à submissão aos preços internacionais a um câmbio no qual o real está completamente desvalorizado.

Nos últimos dias o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda do que restava ao país da BR Distribuidora, 37,5% do capital. No ano passado, 30% das ações que eram da Petrobras foram vendidas. Detalhe: em 2018 o lucro da BR Distribuidora foi de R$ 3,2 bilhões.

No início de agosto o governo editou a Medida Provisória 995, em regime de urgência, que permite o desmembramento e venda das áreas estratégicas da Caixa. É a mesma política adotada na Petrobras: fatiar, vender as áreas mais lucrativas e depois privatizar o que restar.

Não apenas as privatizações a preço de banana marcam o atual governo. A liberação das queimadas e garimpos ilegais, o entrave ao trabalho dos fiscais do Ibama, fazem parte de uma iniciativa que só pode ser chamada como “Projeto de Desertificação” do Brasil – e não apenas na Amazônia. O Cerrado, berço das principais bacias hidrográficas do país, já está a perigo há muito, e a recente queima do Pantanal demonstram que o agro não é pop.

A alta no desmatamento alcançou 101% entre a posse do atual governo e este ano, com 9.205 quilômetros quadrados somente em 2020, com elevação de 34% sobre o ano passado. O destaque é que o Brasil fracassou no cumprimento da lei do clima, cuja meta para este ano era de no máximo 3.925 quilômetros quadrados de desmatamento.

A privatização da vida passa pelo novo marco legal sobre água e saneamento, traz problemas não apenas atuais, mas de longo prazo. O acesso à água potável já é, em relatórios do Pentágono farta e desavergonhadamente divulgados, um dos grandes fatores de conflito eminente entre os povos e nações, em futuro não muito distante.

A concessão da água a empresas como a Coca-Cola em um país com os dois maiores aquíferos do planeta, nestas condições amplamente conhecidas, é crime de lesa-pátria, que pode levar o seu próprio povo à morte por privá-lo deste item essencial à vida.

Não bastasse esta questão maior, no curto prazo o que virá será a entrega a preço de banana para a iniciativa privada ter acesso aos principais ativos, e o saneamento das populações mais vulneráveis ficar à mercê de um estado que não pretende tirá-las das condições de vida da Idade Média.

Sobre os trabalhadores, a proposta de uma carteira verde-amarela e a retirada de direitos (FGTS, Previdência, férias, 13º) com a instauração da modalidade de pagamento por horas trabalhadas visa consolidar a terra arrasada e a “uberização” não apenas para as novas vagas – seus filhos, seus netos – mas também para os empregos atuais – quem garante que o empresariado não fará recontratações, como as modalidades de prestador de serviço, de “PJ” e MEI (microempreendedor individual) já deram provas mais que abundantes?

A População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil é de cerca de 83 milhões de pessoas, 40% do total da população. Com o desemprego em 13,3%, correspondente a cerca de 13 milhões de pessoas (segundo trimestre deste ano), o menor número de trabalhadores com carteira assinada de toda a série histórica, somados a 30 milhões de subutilizados (horrível definição) alcançamos o total de 43 milhões de pessoas em situação degradante.

Junte-se ao quadro o cenário de um movimento sindical em grande parte decadente e depauperado, sem recursos para promover mobilizações devido ao fim do imposto sindical e ao peleguismo reinante desde a década de 1990, e o que se tem é um achatamento colossal da renda do trabalho, a mesma que já é e tende a ser ainda mais sobretaxada com a reforma tributária apresentada nos últimos dias.

Um dos últimos ataques foi aos servidores públicos em nível federal, estadual e municipal, com o congelamento dos seus salários até 2021. Segundo o Dieese, “dados reais e acessíveis ao público comprovam que não há servidores demais no Brasil e que a folha salarial deles não representa risco de colapso das contas públicas da União”.

Para Max Leno de Almeida, supervisor técnico do Dieese no Distrito Federal, o “levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra o Brasil entre aqueles que têm menos servidores públicos em relação ao total de pessoas empregadas e em relação à População Economicamente Ativa (PEA)”. “A máquina pública não é inchada”, afirma o economista.

Um país não são apenas linhas traçadas em um mapa, mas sim o seu povo, sua terra, suas riquezas, sua produção, sua cultura, um amplo universo que não pode ser restrito e vilipendiado por governos de plantão. Collor, FHC e agora o atual presidente, entre outros, na verdade não representam as aspirações do nosso país, mas sim os interesses de uma elite dominante, calcada em um sistema putrefato que beneficia apenas o capital.

Se um Estado não serve ao povo, esse Estado não serve para o povo. É tempo de dar um basta!

Afonso Costa e Paulo Schueler

Jornalistas

https://monitormercantil.com.br/o-capital-o-governo-e-a-morte

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Reunião com a FENABAN e o Comando Nacional dos Bancários

Olhem o tamanho do absurdo

Eudo: Presidente do Seeb/AC


Reunião com a FENABAN e o Comando Nacional dos Bancários

-FENABAN não aceita manter os direitos atuais da CCT em vigor, continua negando a ultratividade.

-FENABAN não aceita negociar aumento. Aumento ZERO, sem inflação e sem aumento real! O negociador da FENABAN ainda insistiu que a inflação de 2,65% é irrisória para os bancários. 

-FENABAN apresenta a pior proposta de PLR até o momento, diminuindo o mínimo recebível. Congelando e aplicando um redutor a nossa participação nos lucros a exemplo da PEC da morte (EC95). Se ano passado com lucros em alta, nós tivemos em média 7% de participação dos lucros líquidos, na atual proposta com o lucro rebaixado teríamos uma participação ainda mais rebaixada em 6,2% no máximo. Na Caixa e BB a diminuição seria ainda maior. FENABAN chamou isso de "novo conceito" de PLR, mas na verdade esse conceito é velho, chama-se arrocho salarial.

-FENABAN negou qualquer reajuste dos tickets (VA+VR), mesmo com inflação média dos alimentos em alta de 14%, FENABAN quer que bancários paguem ações judiciais perdidas pelos bancos para bancários, assim como o pagamento de multas aplicadas pela receita federal aos bancos em relação aos tickets automaticamente a partir de 2023.

-FENABAN quer que bancários paguem por ações trabalhistas de incorporação de função e 7/8° horas extras perdidas pelos bancos através de redução das funções gratificadas automaticamente a partir de 2023.

-FENABAN quer que bancários paguem pelas ações que envolvem PLR perdidas pelos bancos com redução de 10% da PLR automaticamente a partir de 2023.

-FENABAN quer que bancários de home office só tenha acesso a sindicalização uma vez por ano.

-FENABAN quer que bancários troquem todos os seus direitos por um abono parcelado de R$ 1.656,22 em 2020 e 2.232,75 em 2021.


PROPOSTA REJEITADA PELO COMANDO NA MESA


SEM GREVE NÃO HAVERÁ NENHUM DIREITO GARANTIDO


SÓ A LUTA MUDA A VIDA!


Sindicato dos Bancários do Acre

Gestão: Ação, Transparência e Luta!

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

NESTA TERÇA FEIRA 25/08, 18h30


Bancos se negam a dar reajuste e querem cortar PLR, função e outros direitos. Nossa organização é decisiva para evitar que isso aconteça.

Nesta terça-feira, 25, às 18h30, o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro realizará assembleia para dar informações sobre as negociações e debater caminhos de resistência. Por causa da pandemia, será uma assembleia virtual pelo aplicativo Zoom.

Envie para o Sindicato dos Bancários do RJ um e-mail com seu nome, banco e telefone para que possamos encaminhar pra link de participação. 

assembleiavirtualseebrio@gmail.com

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Na PREVI nosso voto é Chapa 1.

Não aos abutres bolsonaristas.

Duas chapas disputam essa eleição: A chapa 2 representa os interesses do governo Bolsonaro, do ministro Paulo Guedes e dos seus prepostos na direção do BB.

Bolsonaro e Paulo Guedes estão afoitos para liquidar o BB, imaginem o que não serão capazes de ordenar aos seus capachos na PREVI em benefício dos abutres do mercado financeiro.

A alternativa é votarmos na chapa 1, que se coloca como oposição aos interesses do governo e da atual diretoria do BB na PREVI, mesmo não tendo acordo integral com o programa dessa chapa.

Os fundos de pensão são formados, em última instância, para reforçar as cadeias de exploração capitalista. Esses fundos acumulam recursos dos trabalhadores e fazem investimentos que dão retorno às custas da exploração de outros trabalhadores.

A lógica que defendemos, tanto na PREVI, como na CASSI é a da solidariedade inegral entre os trabalhadores. Nossos recursos não devem servir para favorecer os exploradores e suas negociatas.

Ney Nunes
Funcionário aposentado do BB e diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.
Unidade Classista Bancários.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

BASTA DE EXPLORAÇÃO E AMEAÇAS: NENHUM PASSO ATRÁS!

A exploração do trabalho, inerente ao modo de produção capitalista, a pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19) e a sua própria desorganização, são os principais componentes da gravíssima situação em que se encontra a classe trabalhadora.
Em todo o mundo, a pandemia do Covid-19, já atingiu mais de 5.8 milhões de pessoas e ocasionou mais de 360.000 mortes. Já somos mais de 500 milhões de desempregados e subempregados e bilhões de nós, trabalham em péssimas condições, com baixíssimos salários, sem equipamentos de proteção adequados, em ambientes insalubres, em atividades periculosas e com cargas horárias longas e extenuantes.
Já a burguesia, mesmo em tempos de pandemia, continua lucrando, a blindagem e os incentivos financeiros e fiscais para banqueiros e grandes empresários somados a licença para explorar, oprimir, demitir e matar, continua sendo a regra em todo o planeta, com raras exceções, geralmente provenientes das economias socialistas e planificadas.
No Brasil, o problema é ainda maior, pois além da COVID-19, enfrentamos outras epidemias simultaneamente, nosso sistema de saúde está muito sucateado, temos altíssimos níveis de violência, desemprego e subemprego, um gigantesco déficit de moradia, uma absurda desigualdade social e um governo federal de extrema-direita.
As ações genocidas da burguesia, que se expressam nas palavras e ações de Bolsonaro e seu governo, estimulando manifestações para pedir a reabertura dos poucos setores da economia que ainda estão em quarentena, ampliam gravemente os efeitos da crise sanitária, fomentam o adoecimento de milhares de pessoas e colocam em risco a vida de todos os brasileiros.
Bolsonaro e o Congresso Nacional também operaram um pacote de maldades ao financiar os bancos e as grandes empresas, por meio de empréstimos convidativos e incentivos fiscais, além de autorizar a suspensão de contratos de trabalho, a redução dos salários e as demissões.
Para os trabalhadores, desempregados e subempregados sobraram apenas as migalhas em três parcelas de 600 reais mensais, as filas e os atrasos no pagamento, e para piorar, colocaram a conta do pacote na chamada área social do orçamento, pendurando os valores nas costas da classe trabalhadora.
Além disso, fica cada vez mais evidente o desrespeito deste governo, com os direitos humanos, sociais, trabalhistas e com as liberdades democráticas conquistadas ao longo de muitos anos de luta. Com uma retórica golpista e genocida, Bolsonaro e seus ministros se apresentam à sociedade em tom ameaçador e autoritário de forma cada vez mais escancarada.
Diante deste quadro, a Unidade Classista orienta os trabalhadores dos setores considerados não essenciais, que imediatamente se organizem, em seus locais de trabalho e junto aos seus sindicatos, para exigir a interrupção de suas atividades com a manutenção de seus salários integrais, direitos e garantias, e proponham ao conjunto dos trabalhadores, a deflagração de denúncias, manifestações e greves.
Já aos trabalhadores que estão na linha de frente do combate a pandemia, que utilizem e exijam os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), o direito ao teste de imunidade e mobilizem-se contra os patrões e governos que ainda não providenciaram estes equipamentos.
Devemos construir a mais ampla unidade de ação com as forças democráticas e anti-bolsonaristas, assim como incentivar o fortalecimento das organizações próprias da classe trabalhadora com a perspectiva fundamental da independência de classe. Neste sentido, conclamamos os trabalhadores a participarem da Jornada Nacional de Lutas convocada por um conjunto amplo de organizações, pela Frente Povo sem Medo e pelo Fórum Sindical, Popular e das Juventudes, por Direitos e Liberdades Democráticas.
Não nos intimidaremos perante os ataques e ameaças dos governos da burguesia, seguiremos lutando por salários, condições de trabalho e direitos, por um programa de reconstrução da economia, da indústria nacional, da agricultura, do setor de serviços, do fortalecimento e ampliação das empresas estatais, construindo o Fórum Sindical, Popular e das Juventudes, por Direitos e Liberdades Democráticas, o ENCLAT e o Poder Popular no rumo do Socialismo!
Calendário da Jornada Nacional de Lutas:
  • Dia 5 de junho – Dia Nacional de Agitação e Propaganda: Intensificaremos ações de diálogo com a sociedade usando todas as formas de comunicação popular e convocando os trabalhadores para as lutas;
  • Dia 7 de junho – Atos Nacionais Antifacistas e em defesa das liberdades democráticas;
  • Dia 13 de junho – Ato Nacional Virtual Fora Bolsonaro e Mourão, envolvendo personalidades, artistas, intelectuais, representações políticas transmitida em cadeia por todos os nossos meios de comunicação;
  • Dia 27 de junho, às 15h, Plenária Virtual Nacional do Fórum Sindical, Popular e da Juventude, de Luta por Direitos e Liberdades Democráticas.
Nesta conjuntura reivindicamos:
• Revogação imediata da MP 927/2020;
• Revogação imediata da emenda constitucional 95;
• Rejeição completa da PEC 10/2020;
• Garantia de estabilidade no emprego, com salário integral e todos os direitos e garantias, aos trabalhadores com carteira assinada e estatutários no setor público e privado;
• Adiantamento do décimo terceiro para todos os trabalhadores do setor público e privado;
• Salário mínimo mensal, custeado pelo Estado, a todos os trabalhadores sem carteira assinada, como medida permanente;
• Suspensão imediata do pagamento da dívida pública;
• Taxação das grandes fortunas;
• Utilização emergencial de toda a rede hoteleira privada para isolamento social dos moradores de rua e de quem mais necessitar;
• Que as fábricas públicas e privadas de todo o país, que não têm nenhuma relação com a produção de mercadorias relacionadas ao combate a pandemia, desenvolvam em suas instalações a produção de Equipamentos de Proteção Individual aos trabalhadores que estão na linha de frente;


FORA BOLSONARO E MOURÃO!
POR UM ENCONTRO NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA – ENCLAT
AVANTE, CAMARADAS!
UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!
COORDENAÇÃO NACIONAL DA UNIDADE CLASSISTA

quarta-feira, 27 de maio de 2020

domingo, 24 de maio de 2020

Paulo Guedes Prepara a Entrega do BB aos Bancos Privados.

    Dirigentes sindicais bancários da Unidade Classista, em carta enviada a senadores da Comissão de Assuntos Econômicos(CAE), pleiteiam a convocação do Ministro da Economia Paulo Guedes, em virtude das suas atitudes e declarações visando desvalorizar o Banco do Brasil para entregar-lo de bandeja aos bancos privados. A carta foi enviada por email, no dia 19/05, aos seguintes senadores membros da CAE: Randolfe Rodrigues (REDE/AP);  Jorge Kajuru (CIDADANIA/GO); Rogério Carvalho (PT/SE); Paulo Paim (PT/RS).
Paulo Guedes, um abutre com as garras no BB.
Abaixo a integra do documento enviado aos senadores.

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2020.

Ao

Exmo. Senador

     Como é do seu conhecimento, o governo do Presidente Jair Messias Bolsonaro está empenhado no enfraquecimento das nossas empresas estatais, com o objetivo de entregá-las ao mercado da forma mais vantajosa possível para os seus compradores. Nessa tarefa, tem destacado papel o Ministro da Economia, o senhor Paulo Guedes. Esse ministro não tem poupado esforços nesse sentido, chegando ao ponto de afirmar em reunião ministerial, tornada pública após as denúncias do ex-ministro Sergio Moro, de que “é preciso vender logo a porra do BB”.
     Essa frase do senhor Paulo Guedes é o corolário de uma série de ações e atitudes dele a frente da pasta da economia. Começando pela indicação dos gestores para o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal de nomes oriundos e intimamente vinculados aos interesses dos bancos privados. A afirmação chula desse ministro configura-se como gestão temerária do patrimônio público sob sua responsabilidade, por força do cargo que ocupa. A intenção manifesta é desvalorizar o banco público, facilitando sua entrega ao já oligopolizado mercado bancário privado brasileiro.
    Os prepostos do governo Bolsonaro da direção do BB executaram um plano que resultou no fechamento de centenas de agências, desmonte da estrutura de negócios e atendimento, incremento da terceirização, redução de pessoal e ataques sem precedentes aos direitos do funcionalismo. Faz parte desse plano a entrega da BB DTVM (eleita pela revista Exame a melhor gestora de fundos de renda fixa do Brasil) para os abutres do mercado financeiro. Essas ações têm um objetivo claro, visam preparar o golpe de misericórdia, ou seja, a privatização do que sobrar do Banco do Brasil.
      Diante da gravidade dos fatos, solicitamos ao Excelentíssimo Senador, como membro titular da Comissão de Assuntos Econômicos, a inciativa de convocação do senhor Paulo Guedes para prestar informações sobe suas declarações e determinações aos gestores do Banco do Brasil.

Atenciosamente

Eudo Raffael Lima – Presidente do Sindicato dos Bancários do Acre.

Ney Nunes – Diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.



https://blogs.oglobo.globo.com/bela-megale/post/em-reuniao-de-ministros-citada-por-moro-paulo-guedes-afirmou-que-precisamos-vender-p-do-banco-do-brasil.html

https://exame.com/negocios/um-dia-a-privatizacao-do-bb-se-tornara-inevitavel-afirma-rubem-novaes/

https://www.moneytimes.com.br/bbdtvm-maior-gestora-de-fundos-de-investimentos-do-pais-sera-privatizada/