Avante Bancário

quinta-feira, 4 de junho de 2020

BASTA DE EXPLORAÇÃO E AMEAÇAS: NENHUM PASSO ATRÁS!

A exploração do trabalho, inerente ao modo de produção capitalista, a pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19) e a sua própria desorganização, são os principais componentes da gravíssima situação em que se encontra a classe trabalhadora.
Em todo o mundo, a pandemia do Covid-19, já atingiu mais de 5.8 milhões de pessoas e ocasionou mais de 360.000 mortes. Já somos mais de 500 milhões de desempregados e subempregados e bilhões de nós, trabalham em péssimas condições, com baixíssimos salários, sem equipamentos de proteção adequados, em ambientes insalubres, em atividades periculosas e com cargas horárias longas e extenuantes.
Já a burguesia, mesmo em tempos de pandemia, continua lucrando, a blindagem e os incentivos financeiros e fiscais para banqueiros e grandes empresários somados a licença para explorar, oprimir, demitir e matar, continua sendo a regra em todo o planeta, com raras exceções, geralmente provenientes das economias socialistas e planificadas.
No Brasil, o problema é ainda maior, pois além da COVID-19, enfrentamos outras epidemias simultaneamente, nosso sistema de saúde está muito sucateado, temos altíssimos níveis de violência, desemprego e subemprego, um gigantesco déficit de moradia, uma absurda desigualdade social e um governo federal de extrema-direita.
As ações genocidas da burguesia, que se expressam nas palavras e ações de Bolsonaro e seu governo, estimulando manifestações para pedir a reabertura dos poucos setores da economia que ainda estão em quarentena, ampliam gravemente os efeitos da crise sanitária, fomentam o adoecimento de milhares de pessoas e colocam em risco a vida de todos os brasileiros.
Bolsonaro e o Congresso Nacional também operaram um pacote de maldades ao financiar os bancos e as grandes empresas, por meio de empréstimos convidativos e incentivos fiscais, além de autorizar a suspensão de contratos de trabalho, a redução dos salários e as demissões.
Para os trabalhadores, desempregados e subempregados sobraram apenas as migalhas em três parcelas de 600 reais mensais, as filas e os atrasos no pagamento, e para piorar, colocaram a conta do pacote na chamada área social do orçamento, pendurando os valores nas costas da classe trabalhadora.
Além disso, fica cada vez mais evidente o desrespeito deste governo, com os direitos humanos, sociais, trabalhistas e com as liberdades democráticas conquistadas ao longo de muitos anos de luta. Com uma retórica golpista e genocida, Bolsonaro e seus ministros se apresentam à sociedade em tom ameaçador e autoritário de forma cada vez mais escancarada.
Diante deste quadro, a Unidade Classista orienta os trabalhadores dos setores considerados não essenciais, que imediatamente se organizem, em seus locais de trabalho e junto aos seus sindicatos, para exigir a interrupção de suas atividades com a manutenção de seus salários integrais, direitos e garantias, e proponham ao conjunto dos trabalhadores, a deflagração de denúncias, manifestações e greves.
Já aos trabalhadores que estão na linha de frente do combate a pandemia, que utilizem e exijam os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), o direito ao teste de imunidade e mobilizem-se contra os patrões e governos que ainda não providenciaram estes equipamentos.
Devemos construir a mais ampla unidade de ação com as forças democráticas e anti-bolsonaristas, assim como incentivar o fortalecimento das organizações próprias da classe trabalhadora com a perspectiva fundamental da independência de classe. Neste sentido, conclamamos os trabalhadores a participarem da Jornada Nacional de Lutas convocada por um conjunto amplo de organizações, pela Frente Povo sem Medo e pelo Fórum Sindical, Popular e das Juventudes, por Direitos e Liberdades Democráticas.
Não nos intimidaremos perante os ataques e ameaças dos governos da burguesia, seguiremos lutando por salários, condições de trabalho e direitos, por um programa de reconstrução da economia, da indústria nacional, da agricultura, do setor de serviços, do fortalecimento e ampliação das empresas estatais, construindo o Fórum Sindical, Popular e das Juventudes, por Direitos e Liberdades Democráticas, o ENCLAT e o Poder Popular no rumo do Socialismo!
Calendário da Jornada Nacional de Lutas:
  • Dia 5 de junho – Dia Nacional de Agitação e Propaganda: Intensificaremos ações de diálogo com a sociedade usando todas as formas de comunicação popular e convocando os trabalhadores para as lutas;
  • Dia 7 de junho – Atos Nacionais Antifacistas e em defesa das liberdades democráticas;
  • Dia 13 de junho – Ato Nacional Virtual Fora Bolsonaro e Mourão, envolvendo personalidades, artistas, intelectuais, representações políticas transmitida em cadeia por todos os nossos meios de comunicação;
  • Dia 27 de junho, às 15h, Plenária Virtual Nacional do Fórum Sindical, Popular e da Juventude, de Luta por Direitos e Liberdades Democráticas.
Nesta conjuntura reivindicamos:
• Revogação imediata da MP 927/2020;
• Revogação imediata da emenda constitucional 95;
• Rejeição completa da PEC 10/2020;
• Garantia de estabilidade no emprego, com salário integral e todos os direitos e garantias, aos trabalhadores com carteira assinada e estatutários no setor público e privado;
• Adiantamento do décimo terceiro para todos os trabalhadores do setor público e privado;
• Salário mínimo mensal, custeado pelo Estado, a todos os trabalhadores sem carteira assinada, como medida permanente;
• Suspensão imediata do pagamento da dívida pública;
• Taxação das grandes fortunas;
• Utilização emergencial de toda a rede hoteleira privada para isolamento social dos moradores de rua e de quem mais necessitar;
• Que as fábricas públicas e privadas de todo o país, que não têm nenhuma relação com a produção de mercadorias relacionadas ao combate a pandemia, desenvolvam em suas instalações a produção de Equipamentos de Proteção Individual aos trabalhadores que estão na linha de frente;


FORA BOLSONARO E MOURÃO!
POR UM ENCONTRO NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA – ENCLAT
AVANTE, CAMARADAS!
UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!
COORDENAÇÃO NACIONAL DA UNIDADE CLASSISTA

quarta-feira, 27 de maio de 2020

domingo, 24 de maio de 2020

Paulo Guedes Prepara a Entrega do BB aos Bancos Privados.

    Dirigentes sindicais bancários da Unidade Classista, em carta enviada a senadores da Comissão de Assuntos Econômicos(CAE), pleiteiam a convocação do Ministro da Economia Paulo Guedes, em virtude das suas atitudes e declarações visando desvalorizar o Banco do Brasil para entregar-lo de bandeja aos bancos privados. A carta foi enviada por email, no dia 19/05, aos seguintes senadores membros da CAE: Randolfe Rodrigues (REDE/AP);  Jorge Kajuru (CIDADANIA/GO); Rogério Carvalho (PT/SE); Paulo Paim (PT/RS).
Paulo Guedes, um abutre com as garras no BB.
Abaixo a integra do documento enviado aos senadores.

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2020.

Ao

Exmo. Senador

     Como é do seu conhecimento, o governo do Presidente Jair Messias Bolsonaro está empenhado no enfraquecimento das nossas empresas estatais, com o objetivo de entregá-las ao mercado da forma mais vantajosa possível para os seus compradores. Nessa tarefa, tem destacado papel o Ministro da Economia, o senhor Paulo Guedes. Esse ministro não tem poupado esforços nesse sentido, chegando ao ponto de afirmar em reunião ministerial, tornada pública após as denúncias do ex-ministro Sergio Moro, de que “é preciso vender logo a porra do BB”.
     Essa frase do senhor Paulo Guedes é o corolário de uma série de ações e atitudes dele a frente da pasta da economia. Começando pela indicação dos gestores para o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal de nomes oriundos e intimamente vinculados aos interesses dos bancos privados. A afirmação chula desse ministro configura-se como gestão temerária do patrimônio público sob sua responsabilidade, por força do cargo que ocupa. A intenção manifesta é desvalorizar o banco público, facilitando sua entrega ao já oligopolizado mercado bancário privado brasileiro.
    Os prepostos do governo Bolsonaro da direção do BB executaram um plano que resultou no fechamento de centenas de agências, desmonte da estrutura de negócios e atendimento, incremento da terceirização, redução de pessoal e ataques sem precedentes aos direitos do funcionalismo. Faz parte desse plano a entrega da BB DTVM (eleita pela revista Exame a melhor gestora de fundos de renda fixa do Brasil) para os abutres do mercado financeiro. Essas ações têm um objetivo claro, visam preparar o golpe de misericórdia, ou seja, a privatização do que sobrar do Banco do Brasil.
      Diante da gravidade dos fatos, solicitamos ao Excelentíssimo Senador, como membro titular da Comissão de Assuntos Econômicos, a inciativa de convocação do senhor Paulo Guedes para prestar informações sobe suas declarações e determinações aos gestores do Banco do Brasil.

Atenciosamente

Eudo Raffael Lima – Presidente do Sindicato dos Bancários do Acre.

Ney Nunes – Diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.



https://blogs.oglobo.globo.com/bela-megale/post/em-reuniao-de-ministros-citada-por-moro-paulo-guedes-afirmou-que-precisamos-vender-p-do-banco-do-brasil.html

https://exame.com/negocios/um-dia-a-privatizacao-do-bb-se-tornara-inevitavel-afirma-rubem-novaes/

https://www.moneytimes.com.br/bbdtvm-maior-gestora-de-fundos-de-investimentos-do-pais-sera-privatizada/



terça-feira, 19 de maio de 2020

Brasil: a matemática do genocídio

A EXPERIÊNCIA HISTÓRICA E A MATEMÁTICA DO GENOCÍDIO

Por trás da aparente loucura do comportamento negacionista do Presidente Bolsonaro quanto à gravidade da pandemia de Covid 19, há uma lógica eugenista e genocida absolutamente coerente. Mais de uma vez, porta-vozes do fascismo bolsonarista – e agora, com o “auxílio luxuoso” do ultraliberal assassino social Paulo Guedes – propõem a liberação total da circulação de pessoas e a abertura total dos negócios; Guedes chega a defender publicamente o “direito do cidadão circular e se infectar”, desprezando o fato de que cada pessoa infectada pelo vírus contamina em média outras duas, e assim sucessivamente, caracterizando o crescimento exponencial da contaminação.
No fundo, o que esses genocidas defendem é a estratégia denominada de “imunização de rebanho”. Explicando resumidamente, por essa estratégia quando mais de metade da população estiver infectada a transmissão decai exponencialmente, pois a maioria das pessoas estará imunizada.
O Brasil já teve uma experiência histórica de “enfrentamento” de pandemia por imunização de rebanho: a epidemia de gripe espanhola no Rio de janeiro em 1918. É necessário destacar, porém, que não foi uma “estratégia deliberada”: foi a imposição da realidade frente a uma cidade insalubre, numa época em que o Brasil nem tinha Ministério da Saúde muito menos serviço de saúde pública desenvolvido e que não se conhecia sequenciamento de DNA nem testes de infecção viral.
Entretanto, esse é o exemplo que a extrema-direita bolsonarista agora quer tentar copiar. A última fake new da direita genocida mostra uma foto de gente aglomerada de máscaras em um estádio de futebol, supostamente no Rio durante a pandemia de gripe espanhola de 1918, sugerindo que, se não teve isolamento social naquela época, também não deveria ter agora.
O que eles não assumem é a consequência da quantidade de mortes dessa estratégia. Apenas uma simples conta desmascara a mentira genocida desse bando de nazistas.
No surto de gripe espanhola em 1918 no Rio foram 14.350 mortes em 3 meses para uma população à época de 910 mil pessoas – ou seja, 1,58% da população faleceu. Numa regra de três simples, se repetíssemos aquele padrão percentual nos dias de hoje, com a população atual no Rio estimada em 6 milhões e setecentos mil habitantes, teríamos só na cidade do Rio em três meses mais de 105 mil óbitos; se projetarmos a mesma percentagem para a população brasileira, isso resulta em 3 MILHÕES DE MORTES.
Como eles são canalhas mas não são ignorantes em matemática, a conclusão é que esse é o tamanho da mortandade que esses nazistas genocidas estão propondo. A lógica hedionda por trás dessa aparente loucura é nada mais, nada menos, do que a EUGENIA tipicamente NAZISTA: “os fortes sobreviverão; os fracos que morram”. Para os “fortes”, “é só uma gripezinha”; para os fracos, a morte – “e daí?”
A adesão pública e explícita do ultraliberal Guedes e da “ala militar” a essa política genocida sepulta todas as expectativas de uma saída tranquila, suave e negociada desse bando de sacripantas do governo. É necessário unir os trabalhadores, a esquerda e todos os progressistas e democratas num amplo movimento que arranque a anulação das eleições fraudadas de 2018 (consigna que, depois da “bomba atômica” das revelações de Paulo Marinho, passou a ser defendida até por setores da direita) e a deposição desta corja de genocidas e vende-pátrias.
FORA BOLSONARO E MOURÃO!

PELO PODER POPULAR!

Carlos Arthur Newlands (Boné)
Diretor do Sindicato dos Bancários/RJ
Secretário de Agitação e Propaganda do Comitê Regional do PCB-RJ

Fonte: pcb.org.br

quarta-feira, 25 de março de 2020

Na frente do Alvorada, Bolsonaro ataca governadores, ameaça golpe e lança o país no caos

Na manhã seguinte ao pronunciamento que chocou o país, Jair Bolsonaro falou aos jornalistas na porta do Palácio do Alvorada e confrontou os governadores: "ação dos governadores é um crime". Insinuou que prepara um golpe de Estado e mandou a população sair de casa e o comércio abrir. "Ficar em casa é atitude de covarde", disse.

Jair Bolsonaro falou aos jornalistas na porta do Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira (25) e confrontou os governadores, que tem adotado medidas restritivas de circulação de pessoas: "a ação dos governadores é um crime". 

Bolsonaro também chamou especificamente as ações dos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de "demagogas".
Ele insinuou que a esquerda prepara um golpe de Estado e argumentou que, para contornar tal situação, o Brasil precisa "voltar à produção econômica".
Dobrando a aposta do pronunciamento feito na noite desta segunda-feira (24), Bolsonaro mandou a população sair de casa e também a imediata reabertura do c omércio. "Ficar em casa é atitude de covarde", disse. 
Bolsonaro também comparou o coronavírus com uma chuva. "Temos que enfrentá-la, com ou sem guarda-chuva". 
O ocupante do Planalto disse que, ao propor a reabertura do comércio, segue o modelo do presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, Trump defende abrir o comércio do país somente após a páscoa. 

Britney Spears é chamada de 'comunista' após pedir greves e distribuição de renda

Britney Spears foi a última celebridade a ser chamada de "comunista" nas redes sociais. Conhecida por hits como "Toxic", a cantora de 38 anos compartilhou no Instagram uma mensagem da escritora Mimi Zhu que pedia por greves e fazia um apelo pela distribuição de renda diante das consequências do coronavírus.

"Durante este período de isolamento, precisamos de conexão mais do que nunca. Ligue para as pessoas amadas, escreva cartas de amor virtuais.Tecnologias como comunicação virtual, streaming e broadcasting são parte da nossa colaboração comunitária. Nós vamos aprender a amar e abraçar uns aos outros pelas ondas da internet. Nós vamos alimentar uns aos outros, redistribuir riquezas, fazer greves. Nós vamos entender a própria importância de continuar no lugar em que estamos. A comunhão se move para além de muros. Nós ainda podemos ficar juntos."

Nos comentários à postagem, não faltou quem chamasse Britney de "camarada Spears". Rede de televisão associada à direita, a FOX News repercutiu o assunto e foi mais longe ainda: especulou se os emojis de florzinha vermelha usados pela cantora não seriam uma referência ao símbolo usado por partidos socialistas.
No Twitter, Zhu comentou o endosso de Britney a suas palavras: "No fim das contas, é muito engraçado e doce, e estou feliz que meu trabalho a tenha comovido porque ela me comoveu muito quando eu estava crescendo — camarada Britney é um ícone e estou feliz que tenhamos nos conectado no meio dessa avalanche".

terça-feira, 24 de março de 2020

BOLSONARO QUER NOS MATAR, É HORA DE REAGIR E PARAR A PRODUÇÃO!

Nota da Unidade Classista sobre a MP 927/2020
Como se não bastassem todos os ataques já promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro desde os seus os primeiros dias contra os direitos trabalhistas e previdenciários, desta vez em meio a gravíssima propagação da pandemia de Coronavírus que atingirá principalmente os setores mais explorados da classe trabalhadora, ao editar a Medida Provisória 927/2020 este governo passou de todos os limites.
Sem nenhum escrúpulo, essa MP criminosa prevê:
  • Redução de 25% do salário, sem redução da jornada de trabalho (art. 1º)
  • Deixa a critério do patrão a regulamenta do trabalho em casa (art. 4º)
  • Suspensão dos exames médicos ocupacionais (art. 15)
  • Suspensão do contrato de trabalho por por até 4 meses (art. 18)
  • Liberação dos patrões de pagarem o FGTS dos funcionários (art. 19)
  • Suspensão dos processos trabalhistas (art. 28)
  • Liberação da responsabilidade dos patrões no caso de algum trabalhador se infectar com o COVID-19 na empresa (art. 29)
  • Liberação das fiscalizações trabalhistas nas empresas (art. 31)
Ficam escancaradas as prioridades deste governo, que não pretende combater o vírus e garantir a saúde da população, mas garantir os lucros dos empresários.
Autorizar os patrões a não pagarem salários e o fundo de garantia dos trabalhadores e reduzir salário sem reduzir jornada são ataques que nunca tínhamos visto na história da luta de classes no Brasil.
Além disso, na concepção deste governo, quarentena virou férias, pois a MP autoriza os patrões a agendarem férias coletivas ou individuais de acordo com os critérios que quiserem. Na prática, retiram o direito do trabalhador ao descanso e ao lazer.
A MP também prevê que os feriados sejam adiantados para contar no período de quarentena e que as horas em que seremos obrigados a ficar em casa por razões de saúde pública deverão ser repostas.
Desta forma o governo Bolsonaro mais uma vez demonstra que o fundo público, mantido com nosso dinheiro, enquanto estiver sendo regido por eles estará a serviço dos empresários. A lógica de Bolsonaro, Mourão e Guedes é tirar dos que tem menos para doar aos que tem mais. Preferem ver famílias inteiras largadas à míngua, que verem uma Ferrari a menos na garagem dos patrões.
A Unidade Classista orienta seus militantes e os trabalhadores de todos os setores, que ainda estão trabalhando normalmente, que imediatamente se organizem, em seus locais de trabalho e junto aos seus sindicatos, para exigir a interrupção de suas atividades, com a manutenção de seus salários integrais, direitos e garantias, e caso não haja resposta positiva, proponham, ao conjunto dos trabalhadores, a deflagração de denúncias e greves.
Já os trabalhadores que estão na linha de frente deste combate que utilizem e exijam os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e mobilizem-se contra os patrões e governos que ainda não providenciaram estes equipamentos.
Só a luta organizada salvará nossos salários, direitos e nossas vidas!
Reivindicamos:
• Revogação imediata da MP 927/2020;

• Revogação imediata da emenda constitucional 95;
• Garantia de estabilidade no emprego, com salário integral e todos os direitos e garantias, aos trabalhadores com carteira assinada e estatutários no setor público e privado;
• Adiantamento do décimo terceiro para todos os trabalhadores do setor público e privado;
• Salário mínimo mensal, custeado pelo estado, a todos os trabalhadores sem carteira assinada, como medida permanente;
• Suspensão imediata do pagamento da dívida pública;
• Utilização emergencial de toda a rede hoteleira privada para isolamento social dos moradores de rua e de quem mais necessitar;

FORA BOLSONARO E MOURÃO!
AVANTE, CAMARADAS!
Unidade Classista, futuro socialista!
Coordenação Nacional