Avante Bancário
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
O QUE ESTÁ POR TRÁS DA VERGONHOSA HOMENAGEM A UM TORTURADOR
Na última semana de outubro aconteceu mais uma tentativa de vincular o conjunto dos atuais membros do exército brasileiro e das suas forças armadas em geral a um dos mais deprimentes períodos da história brasileira. O pátio de formatura da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, foi palco de uma lamentável homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, promovida pelo atual Comandante da 3ª Divisão do Exército, general José Carlos Cardoso.
Essa estratégia que busca comprometer toda uma nova geração de militares brasileiros com os crimes hediondos cometidos durante a ditadura civil-militar implantada com o golpe de 64, já vinha sendo desenvolvida pelos remanescentes do regime golpista e seus apoiadores desde a chamada redemocratização. Mas nos últimos anos sua execução estava quase restrita a chamada “turma do pijama”, que se reúne nos clubes militares, divulgando posicionamentos sem maiores repercussões na tropa.
O evento ocorrido na unidade de infantaria blindada de Santa Maria, homenageando um notório torturador, chefe do famigerado DOI-CODI entre 1970 e 1974, órgão repressor onde centenas de brasileiros foram torturados e algumas dezenas assassinados, nos mostra que a atual crise política que envolve as principais instituições do regime político burguês anima tanto os saudosistas, quanto aos novos adeptos da extrema-direita, a levar para o interior dos quartéis sua ideologia antidemocrática.
Desmascarar esses extremistas de direita é nesse momento uma tarefa fundamental para esclarecer as novas gerações de militares, as quais não tiveram participação alguma nos crimes cometidos durante a vigência da ditadura, quanto às verdadeiras intenções dos que tentam comprometê-las com os mandantes e executores daquelas barbaridades, inclusive, fazendo uso indevido dos postos de comando para instrumentalizar politicamente as nossas forças armadas. É preciso ficar alerta também diante daqueles que se ocultam por trás dos discursos “patrióticos” a fim de disfarçar a sua mais completa subordinação ao imperialismo norte-americano.
O agravamento da crise política, econômica e social em nosso país, que tem como pano de fundo o fracasso do capitalismo enquanto saída viável para a paz e o progresso da humanidade, vai tornando mais difícil convencer a maioria do nosso povo a tolerar os desmandos, a corrupção e os ataques ao seu nível de vida. Nestas horas, o apelo à repressão se torna a principal alternativa para a classe dominante que procura recrutar nos quartéis quem esteja disposto a fazer, para ela, o serviço sujo contra seus próprios compatriotas.
A melhor forma dos nossos militares repelirem essas tentativas grotescas de manipulação política, levadas a cabo pela extrema direita, é dizer, em alto e bom som, que nossas forças armadas não se prestarão ao papel de capatazes do seu próprio povo, que repudiam o método da tortura e do assassinato, colocando-se em defesa da soberania nacional e ao lado das demandas democráticas e populares.
Partido Comunista Brasileiro PCB) – Comissão Política Nacional
Este Blog é de responsabilidade do coletivo de bancários do PCB-RR no Rio de Janeiro.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Quem choca o ovo da serpente?
O fascismo colocou as garras e as presas para fora. A ofensiva da ultradireita se dá em todas as direções, ataca todo e qualquer espaço social.
Vários casos recentes ilustram essa realidade: as agressões ao líder do MST, João Pedro Stédile, ao ex-candidato à Presidência da República pelo PCB, professor Mauro Iasi, ao ex-senador Eduardo Suplicy, ao racismo contra a atriz Taís Araújo, aos direitos das mulheres, dos índios e dos trabalhadores na Câmara dos Deputados, as agressões contra os movimentos grevistas, em especial os professores, entre tantos outros.
O recrudescimento do fascismo não é de hoje. Iniciou em nível internacional na Europa no final do século passado, como não poderia deixar de ser. A volta dos velhos “ideais” totalitários partiu de algumas premissas básicas: o fim da União Soviética e a consequente ofensiva do capital, com a financeirização da economia, a chantagem sobre os governos a parir da autoproclamada dívida pública e a adesão de alguns setores, até então progressistas, a essas políticas, além da incapacidade da esquerda de fazer frente a esse movimento.
No Brasil não foi diferente. O avanço dos setores ultraconservadores começou no governo Collor, continuou no Itamar, acelerou durante os oito anos de FHC e encontrou vasto campo nos governos petistas.
A crise que estourou em 2008 inegavelmente é fator determinante para o fortalecimento do fascismo, que esteve durante muito tempo no ostracismo, mas jamais foi extinto. As dificuldades enfrentadas pelas grandes corporações foram transferidas para os estados nacionais e, consequentemente, para os trabalhadores e a sociedade em geral, particularmente as camadas médias e mais carentes da população.
A falta de resposta dos progressistas abriu espaço para que setores conservadores tomassem a frente das demandas populares, algumas vezes conduzindo-as diretamente à xenofobia, ao imobilismo subserviente ao capital e à busca por saídas totalitárias.
É nesse cenário que se insere o Brasil. Mesmo antes de assumir o governo em 2002, o PT já dava claros sinais de arrefecimento em sua trajetória na luta de classes. Passo a passo os sindicatos deixam de lado suas reivindicações, a não ser nos discursos, abrem mão de efetivamente organizar os trabalhadores, começam a fazer acordos por debaixo do pano, param de fazer greves autênticas. Vigora o sindicalismo chapa branca.
Nos movimentos sociais em geral o imobilismo se repete. Força política predominante em praticamente todas as áreas, o PT desarmou as forças populares, apostou e conduziu à conciliação de classes. Levou ao extremo a nociva política social democrata.
Não a troco de nada o presidente dos EUA, Barack Obama, chamou Lula de “o cara”. Afinal, o presidente do maior país da América Latina e um dos maiores do mundo estava à frente da pseudo conciliação entre o capital e o trabalho. Lula se transformou no bombeiro da luta de classes, ação que interessa apenas ao capital.
A nomeação de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central em seu primeiro mandato foi a senha para o capital. Deixou claro que tudo continuaria “como dantes no quartel de Abrantes”.
As alianças com segmentos escancaradamente reacionários para garantir a tal “governabilidade” resultaram em verdadeiro impulso para os setores mais conservadores da política nacional. A foto de Lula sorrindo e abraçando Paulo Maluf é significativa dessa guinada.
Ao mesmo tempo em que garantiram e aumentaram a lucratividade do grande capital, os governos petistas fizeram alianças que fortaleceram setores retrógrados. Para completar, adotaram políticas compensatórias, como o Bolsa Família, sem realizar quaisquer mudanças estruturais no âmbito econômico e social.
A aliança com o agronegócio é outra faceta dessa política de favorecimento ao capital. Chega a ser no mínimo curioso o MST apoiar os governos do PT, que nada fizeram ou fazem em favor da reforma agrária.
A onda fascista que o país vive é a cara de reacionários apregoando a volta da ditadura, da burguesia nas ruas com pautas absolutamente anacrônicas, do predomínio de empresários do campo e da cidade, bem como de religiosos no congresso, da agressividade da mídia empresarial, dos lucros astronômicos dos bancos e das grandes corporações, em suma toda uma política que predomina desde o início dos anos 90 e se acirrou com o passar dos anos. “É como o ovo de uma serpente. Através das finas membranas, você pode claramente discernir o réptil já perfeito”.*
Muito se discute sobre saídas para a crise. Só não se especifica crise de quem, a saída para quem. Dessa falta de definições e de prejuízos para a população se beneficia o fascismo, adepto do quanto pior para a população, melhor para seus inconfessáveis desígnios.
Para o grande capital não existe crise, nunca o lucro esteve tão alto. E ainda há quem faça coro com ele.
Afonso Costa
Jornalista
*Frase do filme ‘O ovo da serpente’, de Dino de Laurentiis, dirigido por Ingmar Bergman, 1977.
Em tempo: Em artigo intitulado “De pedalada em pedalada...” publicado neste MM, por análise deduzi o entendimento do governo e do PT com o presidente da Câmara para salvar o mandato da presidente e de Eduardo Cunha. Fui duramente criticado por militantes petistas, devido a “falta de provas” sobre o referido acordo.
Não por coincidência, entretanto, há poucos dias o ex-presidente Lula anunciou claramente que “o ajuste fiscal é mais importante” que a cassação do deputado Eduardo Cunha. Já a bancada do PT, por sua vez, não subscreveu a ação contra o parlamentar na Comissão de Ética da Câmara.
O tempo é o senhor da razão.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Governo vai privatizar 29 hidrelétricas em 4 estados
- O valor mínimo de R$ 17 bilhões que serão desembolsados pelos compradores será repassado aos consumidores por meio das contas de luz até o ano 2045.
28/10/2015
De São Paulo (SP)
| Protesto contra o leilão da hidrelétrica de Três Irmãos, ocorrido em 2014 |
No dia 25 de novembro, o governo federal realizará o leilão de 29 usinas hidrelétricas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), localizada no centro da capital paulista.
O Ministério de Minas e Energia pretende arrecadar R$ 17 bilhões com a venda das usinas, que detém 6 mil MW de potência instalada. Comparativamente, o leilão equivale à meia Usina Hidrelétrica Belo Monte – que prevê 11.233 MW de potência instalada e valor de R$ 30 bilhões previstos na sua construção.
As hidrelétricas foram construídas há mais de 30 anos e pertencem, até o leilão, às companhias estaduais de energia de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – respectivamente Cemig, Copel, Celesc e Cesp.
Todas elas ficaram sem contrato de concessão a partir de 2013, após a recusa dos governadores Antonio Anastasia (PSDB), Beto Richa (PSDB), Raimundo Colombo (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB) à renovação proposta pela MP 579, de autoria da presidenta Dilma Rousseff.
A medida propunha a renovação antecipada dos contratos de hidrelétricas com vencimento entre 2015 e 2017, e automático barateamento do valor da energia – que passaria a ser vendido à R$ 33,00/MW – por estarem amortizadas (com os investimentos iniciais quitados por meio das tarifas). Na época, essa mudança resultou na diminuição de 16% nas contas de luz dos brasileiros.
Com o leilão, o governo federal pretende arrecadar R$ 17 bilhões que serão destinados ao caixa do tesouro. Em contrapartida, o reembolso dos consórcios vencedores será realizado por meio das contas de luz, com taxas de juros que chegarão a 13% ao ano.
Para o integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Gilberto Cervinski, a decisão faz parte de uma política energética equivocada adotada pelo governo nos últimos meses. “O leilão representa a privatização de usinas já pagas pelo povo. O povo brasileiro pagará duas vezes pela mesma hidrelétrica: uma vez já foi paga até aqui e até o ano 2.045 vamos ficar pagando novamente para repassar R$ 17 bilhões aos banqueiros através de pagamento juros da dívida pública”, afirmou.
Cervinski também alerta que a medida pode enterrar de vez qualquer tentativa de industrialização no país. “Energia cada vez mais cara causa recessão e gera desemprego. As empresas fecham suas indústrias para vender energia porque gera mais lucro, mas os trabalhadores perdem o emprego”, explicou.
Antes dos três aumentos desse ano, o Brasil já ocupava a 6ª posição no ranking dos países com maiores tarifas de energia elétrica do mundo, de acordo com a lista divulgada em janeiro pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.
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domingo, 18 de outubro de 2015
Só a adesão maciça dos bancários à greve poderá fazer o governo Dilma e os banqueiros recuarem!
A greve nacional dos bancários completou
dez dias na sexta-feira, 16/10, sem qualquer iniciativa da Fenaban em favor da
retomada das negociações, em que pese os apelos, nesse sentido, da Contraf e da
Contec. Até agora permanece sobre a mesa a proposta indecente de 5,5% de
reajuste, mais um abono salarial de R$ 2.560,00, apresentada ainda antes do
início do movimento.
Diante disso, duas questões se colocam:
Primeiro, porque os Bancos, setor empresarial que há mais de uma década detém a
maior lucratividade entre todos os demais no país, estão se portando de maneira
tão intransigente diante do acordo salarial 2015? Segundo, como uma greve
nacional dos bancários, que a Contraf-cut, Contec e até mesmo a Intersindical e
a Conlutas, consideram forte e superior a do ano passado, pode durar tanto
tempo sem conseguir ao menos uma retomada das negociações?
O primeiro questionamento refere-se a uma mudança na atitude dos banqueiros e do governo diante das reivindicações dos trabalhadores. Se antes, havia alguma complacência, garantindo-se pelo menos a reposição inflacionária e o atendimento de uma ou outra reivindicação de pouco impacto nos custos dos Bancos, neste ano a estratégia mudou. Antevendo o agravamento da crise econômica, fomentada por eles mesmos, a Fenaban e o governo Dilma querem impor uma derrota aos bancários, aprofundando o arrocho salarial neste acordo para mais adiante intensificarem os ataques com a rotatividade, as reestruturações, o aumento das terceirizações e a privatização dos bancos públicos.
O primeiro questionamento refere-se a uma mudança na atitude dos banqueiros e do governo diante das reivindicações dos trabalhadores. Se antes, havia alguma complacência, garantindo-se pelo menos a reposição inflacionária e o atendimento de uma ou outra reivindicação de pouco impacto nos custos dos Bancos, neste ano a estratégia mudou. Antevendo o agravamento da crise econômica, fomentada por eles mesmos, a Fenaban e o governo Dilma querem impor uma derrota aos bancários, aprofundando o arrocho salarial neste acordo para mais adiante intensificarem os ataques com a rotatividade, as reestruturações, o aumento das terceirizações e a privatização dos bancos públicos.
O segundo ponto nos leva a refletir se a
greve no seu estágio atual é suficiente para dobrar a intransigência dos
bancos. Primeiro queremos questionar esse método de se avaliar a greve pelo
número de dependências fechadas. Uma agência ou prédio fechado ao atendimento
público não significa exatamente que os trabalhadores lotados ali estejam
participando da paralisação. Muitas vezes estão no interior das dependências
produzindo, realizando tarefas, vendendo produtos, inclusive aproveitando a
ausência do público de baixa renda para bater suas metas de produção.
Essa é a realidade da greve, não difere muito
do que vem acontecendo em nossas últimas campanhas salariais. Cada vez mais os
bancários vêm sendo afastados da luta pelos seus interesses, devido a uma
orientação premeditada daqueles que hoje, infelizmente, ainda são majoritários
no movimento sindical.
Campanhas burocráticas e sem participação efetiva dos trabalhadores não tem força para arrancar conquistas, nem mesmo, para garantir direitos. Principalmente quando entramos numa conjuntura em que o governo e o conjunto dos grandes empresários têm um grande eixo de unidade: pretendem jogar sobre os ombros da classe trabalhadora todo o peso da crise capitalista.
A crise política que envolve o governo Dilma, o Congresso e demais instituições burguesas, não advém apenas da corrupção deslavada em que estão envolvidos, mas, também, da disputa entre os segmentos empresariais em torno da política econômica e do controle do aparelho de estado.
Campanhas burocráticas e sem participação efetiva dos trabalhadores não tem força para arrancar conquistas, nem mesmo, para garantir direitos. Principalmente quando entramos numa conjuntura em que o governo e o conjunto dos grandes empresários têm um grande eixo de unidade: pretendem jogar sobre os ombros da classe trabalhadora todo o peso da crise capitalista.
A crise política que envolve o governo Dilma, o Congresso e demais instituições burguesas, não advém apenas da corrupção deslavada em que estão envolvidos, mas, também, da disputa entre os segmentos empresariais em torno da política econômica e do controle do aparelho de estado.
Diante desse quadro, a greve bancária, até
aqui, bastante parcial, só conseguirá lograr êxito caso um contingente
expressivo dos trabalhadores, entre aqueles que não aderiram ao movimento,
venha para a greve, aumentando efetivamente o poder de pressão da categoria,
forçando o governo e os banqueiros a recuarem da sua posição de intransigência.
Vem Pra Greve Você Também!
Todos à Assembleia, nesta
terça-feira, 20/10, 17 horas, no Sindicato.
UNIDADE CLASSISTA – BANCÁRIOS RJ
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015
De pedalada em pedalada...
Artigo publicado no Monitor Mercantil
Finalmente a presidente Dilma saiu do armário e denunciou o “golpismo escancarado” da oposição. No dia seguinte, foi mais longe e criticou as “pedaladas políticas”, referência aos inúmeros pedidos de impeachment apresentados – a maioria já descartados – na Câmara.
A sua reação tem por base o impedimento que o STF impôs ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Mas não é só isso. Está claro o entendimento do governo com esse mesmo parlamentar, acusado de possuir contas secretas na Suíça, com algo em torno de 5 milhões de dólares. Acuado por sistematicamente ter negado a existência de tais contas, o deputado Eduardo Cunha incorreu em falso testemunho, o que fere o Código de Ética da Câmara, abrindo a possibilidade de cassação de seu mandato. Era tudo que o governo precisava.
Da mesma maneira que já tinha fechado acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros, também alvo da Operação Lavo Jato, agora a presidente e o governo conseguem garantir o “apoio” do presidente da Câmara. Pronto, o cerco está fechado no congresso. A possibilidade de impeachment, que já havia diminuído sensivelmente, tornou-se bastante improvável. Somente um fato novo significativo pode voltar a dar gás para a oposição.
Oposição essa, aliás, que de oposição não tem nada, a não ser o desejo de retornar ao poder, às benesses que o mesmo propicia e uma proposta de entregar o Pré-Sal de uma vez, ao contrário do governo, que adota doses homeopáticas para não magoar sua base entre os petroleiros e a CUT.
No campo político e econômico suas divergências são filigranas, vide manutenção do modelo de beneficiamento ao capital financeiro, ao latifúndio, às transnacionais etc. O Código Florestal, o de Mineração, as mudanças nas leis trabalhistas – com o acordado se sobrepondo ao legislado -, os benefícios previdenciários, a lei “antiterror” e tantas outras são apoiadas pelos partidos de oposição de uma maneira em geral. Se Aécio tivesse sido eleito estaria fazendo a mesma coisa, talvez até menos para não “dar bandeira”.
A contrapartida a tantos benefícios para o capital, as chamadas políticas sociais, lembram Ademar de Barros, ex-governador de São Paulo, famoso por realizar inúmeras obras públicas naquele estado e por várias acusações de corrupção, tendo ficado conhecido como aquele que “rouba mas faz”.
Afirmar que reduziu a miséria é depreciar a inteligência alheia, particularmente quando os critérios das organizações internacionais são cada vez mais flexíveis. Se você recebe dois dólares por dia está fora da miséria. Vá viver com nove reais por dia, 270 reais por mês e depois diga se isso não é miséria.
A única mudança estrutural realizada é o programa Minha Casa, Minha Vida, mas cujos contratos podem ser alterados no futuro. Depois do que FHC e Lula fizeram o que fizeram com a Previdência e Collor com os depósitos bancários, tudo é possível.
Os investidores estrangeiros, tão propalados pela mídia empresarial, que “justificam” a imensa gama de recursos bueiro abaixo para beneficiá-los, é composta por basicamente quatro segmentos: investidores externos (grandes corporações), bancos, fundos de investimentos e de pensão. Todos integrantes do sistema financeiro. Isso é o que chamam de “mercado”. É o que está afundando a Europa, os Estados Unidos e o Brasil.
Curioso que ninguém lembra de olhar o balanço de pagamentos e verificar que os recursos que saem do país entre pagamentos de royalties, juros, remessas de lucros, amortizações etc. em muito superam os famosos “investimentos estrangeiros”.
É uma mera conta aritmética, digna de quem ainda usa velocípede.
Afonso Costa
Jornalista
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Banqueiros vão apresentar nova proposta
Banqueiros vão apresentar nova proposta
É isto mesmo que você, Bancário e Bancária, leu! Os banqueiros vão apresentar nova proposta:
# desde que cada um faça a sua parte;
# desde que não furem a greve;
# desde que participem das mobilizações;
# desde que haja pressão para os banqueiros;
# desde que sua indignação seja expressa na rua e não nas redes sociais.
# desde que o lucro dos bancos seja interrompido com a força da GREVE.
Cuidado com a boataria
A mobilização e a unidade de todos os bancários são a garantia da força do movimento grevista. Contra a luta dos trabalhadores, que reivindicam melhores condições de trabalho, as instituições financeiras tentarão desestabilizar a categoria bancária com boatos infundados, como os que vêm circulando nas redes sociais dando conta de um suposto “calendário de negociações” da campanha.
Não acredite nisso. Para evitar a propagação de informações falsas, repassadas para enfraquecer a greve dos bancários, o Sindicato reafirma que, como legítimo representante da categoria, é a única fonte confiável onde se deve buscar informações.
Fonte: SEEB Floripa
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Urgente: prisão de petroleiros em Santos
Mexeu com um, mexeu com todos nós! Lutar não é crime, abaixo a repressão!
PSTU Baixada Santista
Nesta manhã de quarta-feira, 14, dois petroleiros dirigentes do SindiPetro do Litoral Paulista (Fábio Mello e Fábio Farofa) foram presos e agredidos numa manifestação pacífica que ocorria em frente ao prédio da Petrobrás (Edisa), no bairro do Valongo, em Santos (SP).
A brutal repressão policial, além das prisões, contou com gás de pimenta, violência física e o quase atropelamento de petroleiros que tentavam defender os companheiros que estavam sendo presos.
Manifestamos nossa completa solidariedade com os trabalhadores presos, com toda categoria petroleira e o Sindicato do Litoral Paulista. Mexeu com um, mexeu com todos nós! Lutar não é crime, abaixo a repressão!
Enquanto políticos, altos diretores e empresários que roubaram por anos a empresa, como mostrou a Operação Lava Jato, continuam livres e impunes, os trabalhadores petroleiros que defendem a Petrobrás pública e estatal são presos e agredidos.
Fazemos um chamado a todas as entidades sindicais, políticas e sociais a se manifestarem contra as prisões e a repressão violenta ocorrida hoje em Santos. Vamos repudiar a criminalização das lutas da classe trabalhadora!
Fonte: pstu.org.br
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