Avante Bancário

terça-feira, 21 de junho de 2011

Aprovada a destruição. Que fazer?

Elaine Tavares

Vivemos um eterno retorno quando se trata da proteção aos latifundiários e grandes empresas internacionais. No Brasil contemporâneo, pós-ditadura, nunca houve um governo sequer que buscasse, de verdade, uma outra práxis no campo. Todos os dias, nas correntes ideológicas do poder, disseminadas pela mídia comercial – capaz de atingir quase todo o país via televisão – podemos ver, fragmentadas, as notícias sobre a feroz e desigual queda de braço entre os destruidores capitalistas e as gentes que querem garantir vida boa e plena aos que hoje estão oprimidos e explorados.
Nestes dias de debate sobre o novo Código Florestal, então, foi um festival. As bocas alugadas falavam da votação e dos que são contra o código como se fossem pessoas completamente desequilibradas, que buscam impedir o progresso e o desenvolvimento do país. Não contentes com todo o apoio que recebem da usina ideológica midiática, os latifundiários e os capatazes das grandes transnacionais que já dominam boa parte das terras brasileiras, ainda se dão ao luxo de usar velhos expedientes, como o frio assassinato, para fazer valer aquilo que consideram como seu direito: destruir tudo para auferir lucros privados.
Assim, nos exatos dias de votação do novo código, jagunços fuzilam Zé Claudio, conhecido defensor da floresta amazônica. Matam ele e a mulher, porque os dois incomodavam demais com esse papo verde de preservar as árvores. Discursos tolo, dizem, de quem emperra a distribuição da riqueza, deles próprios, é claro. E o assassinato acontece, sem pejo, no mesmo dia em que os deputados discutem como fazer valer – para eles – os seus 30 dinheiros sujos de sangue.
Imagens diferentes, mas igualmente desoladoras. De um lado, a floresta devastada e as vidas ceifadas à bala, do outro a tal da “casa do povo”, repleta de gente que representa, no mais das vezes, os interesses escusos de quem lhes enche o bolso. Pátria? País? Desenvolvimento? Progresso? Bobagem! A máxima que impera é do conhecido personagem de Chico Anísio, o deputado Justo Veríssimo: eu quero é me arrumar!
No projeto construído pelo agronegócio só o que se contempla é o lucro dos donos das terras, dos grileiros, dos latifundiários. Menos mata preservada, legalização da destruição, perdão de todas as dívidas e multas dos grandes fazendeiros. Assim é bom falar de progresso. Progresso de quem, cara pálida? Ao mesmo tempo, os “empresários” do campo, incapazes de mostrar a cara, lotam as galerias com a massa de manobra. Pequenos produtores que acreditam estar defendendo o seu progresso. De que lhes valerá alguns metros a mais de terra na beira de um rio se na primeira grande chuva, o rio, sem a proteção da mata ciliar, transborda e destrói tudo? Que lógica tacanha é essa que impede de ver que o homem não está descolado da natureza, que o homem é natureza.
Que tamanha descarga de ideologia os graúdos conseguem produzir que leva os pequenos produtores a pensar que é possível dominar a natureza, como se ao fazer isso não estivessem colocando grilhões em si mesmo? Desde há muito tempo – e gente como Chico Mendes, irmã Doroty e Zé Claudio já sabia - que o ser humano só consegue seguir em frente nesta terra se fizer pactos com as outras forças da natureza. E que nestes pactos há que se respeitar o que estas forças precisam sob pena de ele mesmo (o humano) sucumbir.
O novo código florestal foi negociado dentro das formas mais rasteiras da política. Por ali, na grande casa de Brasília, muito pouca gente estava interessa em meio ambiente, floresta, árvore, rio, pátria, desenvolvimento. O negócio era conseguir cargo, verba, poder. Que se danem no inferno pessoas como Zé Cláudio, que ficam por aí a atrapalhar as negociatas. Para os que ali estavam no plenário da Câmara gente como o Zé e sua esposa Maria não existem. São absolutamente invisíveis e desnecessárias. Haverão de descobrir seus assassinos, talvez prendê-los por algum tempo, mas, nas internas comemorarão: menos um, menos um.
Assim, por 410 x 63, venceram os destruidores. Poderão desmatar a vontade num tempo em que o planeta inteiro clama por cuidado. Furacões, tsunamis, alagamentos, mortes. Quem se importa? Eles estarão protegidos nas mansões. Não moram em beiras de rio. Dos 16 deputados federais de Santa Catarina apenas Pedro Uczai votou não. Até a deputada Luci Choinacki, de origem camponesa, votou sim, contrariando tudo o que sempre defendeu.
Então, na mesma hora em que a floresta chorava por dois de seus filhos abatidos a tiros, os deputados celebravam aos gritos uma “vitória” sobre o governo e sobre os ecologistas. Daqui a alguns dias se verá o tipo de vitória que foi. Mas, estes, não se importarão. Não até que lhes toque uma desgraça qualquer. O cacique Seatlle, da etnia Suquamish, já compreendera, em 1855, o quanto o capitalismo nascente era incapaz de viver sem matar: “Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende”.
Zé Claudio e Maria eram assim, vistos como “selvagens que nada compreendem”. Mas, bem cedo se verá que não. Eles eram os profetas. Os que conseguiam ver para além da ganância. Os que conseguiam estabelecer uma relação amorosa com a terra e com as forças da natureza. Eles caíram à bala. E os deputados vende-pátria, quando cairão?
Já os que gritam e clamam por justiça, não precisam esmorecer. Perdeu-se uma batalha. A luta vai continuar. Pois, se sabe: quem luta também faz a lei. Mas a luta não pode ser apenas o grito impotente. Tem de haver ação, organização, informação, rebelião. Não só na proteção do verde, mas na destruição definitiva deste sistema capitalista dependente, que superexplora o trabalho e a terra. É chegada a hora de uma nova forma de organizar a vida. Mas ela só virá se as gentes voltarem a trabalhar em cada vereda deste país, denunciando o que nos mata e anunciando a boa nova.

Elaine Tavares é jornalista

Fonte; http://www.santosbancarios.com.br

Conferência Interestadual do ES aprovaram por unanimidade o índice de 22,5%

Os bancários capixabas reunidos na Conferência Estadual, realizada de 17 a 19 de junho, em Nova Almeida, Serra, aprovaram por unanimidade o índice de 22,5% como reivindicação na Campanha Salarial 2011. As propostas de índice, de eixos e de mobilização, assim como as demais reivindicações, serão levadas à Conferência Interestadual, a ser realizada nos dias 16 de julho, em Niterói/RJ, e, posteriormente, à Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, evento que acontecerá no final de julho, no qual é fechada a minuta a ser apresentada aos banqueiros.

O índice aprovado pelos capixabas é composto pela inflação do último ano (setembro de 2010 a agosto de 2011), cuja previsão é de 7,5%, mais 15%, percentual que equivale à metade da lucratividade dos bancos em 2010. Além do índice geral, os bancários querem negociar nas mesas específicas dos bancos públicos as perdas acumuladas de setembro de 1994 a agosto de 2010.

O índice de lucratividade dos seis maiores bancos brasileiros foi de 30% em 2010 e se mantém nos primeiros meses de 2011. “Essa lucratividade é muito superior se comparada aos resultados de outros setores da economia. Os bancos, portanto, têm condições de valorizar o bancário, com um reajuste salarial compatível com os lucros”, afirma o diretor do Sindicato e representante dos capixabas e da Intersindical no Comando Nacional dos Bancários, Idelmar Casagrande.

Outra reivindicação dos capixabas é o fim dos correspondentes bancários, que consolidam um modelo de sistema financeiro no Brasil de “bancarização sem bancários”, como destacou em sua palestra durante a conferência a professora doutora Maria Alejandra Caporale Madi, do Instituto de Economia/UNICAMP. “As mais recentes resoluções do Banco Central sobre o tema (resoluções 3954 e 3959/11) abriram todas as portas para os bancos, pois essas instituições podem até criar seus próprios correspondentes e oferecer ainda mais serviços, com custo menor e sem contratar bancários. Isso é um absurdo para os clientes, que ficam sem serviço especializado e segurança num ambiente não bancário, e para a categoria, que perde postos de trabalho”, afirma o coordenador geral do Sindicato, Jessé Alvarenga.

O fim das metas também vai ser defendido pelos bancários capixabas. “Estabelecimento de metas já é algo abusivo. Os bancários têm suas atividades prescritas, não precisam ser pressionados para cumprir metas”, afirmou a diretora do Sindicato e membro do Coletivo de Saúde Bernadeth Martins. Esse modelo de gestão por metas adotado hoje nos bancos para garantir a alta lucratividade tem provocado adoecimento entre os trabalhadores.

Eixos

Os eixos que devem nortear os debates e ações sindicais da Campanha Salarial 2011 da categoria bancária, na avaliação dos capixabas, são: remuneração compatível com lucratividade dos bancos; defesa do emprego, da saúde do trabalhador, da segurança nos bancos, da isonomia e igualdade de oportunidades; contra a terceirização e contra os correspondentes bancários; pelo fim das metas e pela estatização do sistema financeiro.

Mobilização

Os bancários aprovaram, ainda, a ampla e imediata mobilização da categoria. O calendário nacional prevê a entrega da minuta à Fenaban em meados de agosto. Assim, se os banqueiros não negociarem até o dia 31 de agosto, os bancários capixabas defendem a greve a partir do dia 1º de setembro.

Fonte:http://www.bancarios-es.org.br

quarta-feira, 8 de junho de 2011

UNIDADE CLASSISTA APOIA A LUTA DOS BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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A Unidade Classista manifesta seu integral apoio aos bombeiros em greve no Rio de Janeiro.
Os bombeiros do Rio de Janeiro são um dos grupamentos mais exigidos ao longo de todo o ano no território brasileiro (Virada de Ano, “Viradão Cultural”, Carnaval, longa faixa de praias lotadas durante boa parte do ano), somando-se as já rotineiras tragédias provocadas pela inoperância dos governos, a exemplo do Morro do Bumba e da Região Serrana.
Ultimamente, o governo do Estado do Rio de Janeiro pratica a ilegalidade de lotar bombeiros em atendimento nas UPA`s, unidades de saúde desprovidas de atendimentos especializados necessários à população.
As péssimas condições de trabalho dos bombeiros, aliadas a um precário salário líquido, R$ 930,00, no qual não está incluído um benefício simples como o vale-transporte, demonstram o descaso com que as autoridades estaduais tratam o bem estar e a segurança pública de nosso povo.
O Rio de Janeiro se transformou num palco de grandes investimentos – Copa do Mundo e Olimpíadas, os quais atendem exclusivamente ao interesse do grande capital, como empreiteiras, grandes redes de hotelaria, empresários do setor de transporte rodoviário. Ao povo sofrido, resta os trens e metrô lotados, a poluição do ar das siderúrgicas na Zona Oeste , como a CSA em Santa Cruz.
Paralelamente, os governos estadual e municipal, promovem remoções de populações pobres, “indesejáveis” no caminho dos turistas que aqui aportam para acompanhar, junto com nossas elites, o futebol no Maracanã para os ricos, e as Olimpíadas na Barra da Tijuca, que será vista ao vivo por poucos privilegiados.
Os movimentos sociais que denunciam o descalabro a que chegou a administração estadual, são criminalizados num processo crescente de fascistização da política, com prisões arbitrárias, comandadas em nível estadual e municipal, por viúvas da ditadura militar. A repressão em frente ao Consulado Americano e o tratamento dado aos bombeiros pelo BOPE, no interior do Quartel General, na Praça da República, são evidências claras de que o governo do Estado considera a questão social um caso de polícia.
As acusações de motim, quebra de hierarquia e vandalismo, feitas aos bombeiros, devem ser devolvidas aos nossos governantes, em todos os níveis, federal, estadual e municipal.
Nós, povo do Rio de Janeiro, somos constantemente vítimas da violência e da repressão de uma minoria privilegiada, que se amotina contra a maioria que somos nós, trabalhadores da segurança pública, da educação, da saúde, do petróleo, enfim produtores de todas as riquezas que circulam neste Estado.
Nós, povo do Rio de Janeiro, vemos constantemente a hierarquia constitucional ser quebrada, pois está escrito na lei maior que os governos devem servir à população, mas, ao contrário, os governos somente estão aí para atender aos interesses do grande capital e de seus projetos. A verdadeira hierarquia é um governo sob a ordem dos trabalhadores e a seu serviço.
Nós, povo do Rio de Janeiro, somos assaltados diariamente pelo vandalismo de nossos governantes, que sacam contra nosso bolso, aumentando os preços das passagens dos transportes, pagando um salário miserável aos profissionais da segurança pública, da saúde, da educação, da justiça, enfim, nossos governantes se locupletam, enriquecem, enquanto os serviços públicos se deterioram, para, numa lógica perversa, serem privatizados mais adiante, com a desculpa de que assim funcionarão melhor no futuro – aí estão o metrô, as barcas e os trens, privatizados e totalmente ineficazes.
Nesta situação, de total falta de políticas públicas no Rio de Janeiro, se coloca a manifestação pacífica dos bombeiros, que foram brutalmente reprimidos pelo governo de Sergio Cabral.
A Unidade Classista presta toda a solidariedade militante à GREVE, e reafirma as principais reivindicações dos bombeiros do Rio de Janeiro:
- Nos manifestamos pela imediata soltura de todos os presos políticos (e assim os consideramos, pois foram presos reivindicando seus direitos)
- Imediata reincorporação deles ao corpo de bombeiros
- Contra qualquer perseguição política aos líderes e adeptos do movimento dentro do corpo de bombeiros e na sociedade civil
- Abertura de mesa de negociação com a categoria em Greve
- Atendimento da pauta de aumento salarial e melhores condições de trabalho de forma imediata;
Consideramos que o conjunto de fatos decorrentes desta greve nos leva a pensar a proposição de reivindicações que vão pra além da luta imediata:
- Transformação dos bombeiros em servidores civis, com todas as garantias de estabilidade, direito de livre associação, greve e manifestação,
- Plano de carreira compatível com a alta responsabilidade e credibilidade desta categoria,
- Alocação de todo o contingente para as suas atribuições privativas, garantindo o retorno dos profissionais hoje alocados ao trabalho nas UPA's, entre outros desviados de suas atribuições,
- A Secretaria de Saúde deve ser desvinculada da de Defesa Civil e cada uma deve garantir concursos imediatos e específicos para cada área.
- Defendemos o fim da polícia militar, com a unificação das polícias e garantia do direito à livre associação, greve e manifestação.
A repressão dos policiais sobre os bombeiros levou a um claro constrangimento por parte daqueles que se consideram irmãos. Se este constrangimento não se mostra entre as altas cúpulas, corrompidas pelos vínculos com milícias e corrupção, para os praças e alguma parte de oficiais que honram sua função, devemos lembrar os versos imortais da Internacional:
“Façamos Greves de Soldados, Somos Irmãos Trabalhadores”
Todo apoio aos que lutam!
Unidade Classista – RJ
06 de Junho de 2011.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Especial Banco do Brasil

 PARTICIPAÇÃO DOS BANCÁRIOS É DECISIVA PARA CONSTRUIRMOS UMA CAMPANHA SALARIAL DE VERDADE EM 2011
 
Aconteceu ontem em Brasília, 01/06, a quinta rodada de negociações permanentes da Contraf-CUT com o Banco do Brasil. Como nas anteriores, o BB que já no primeiro trimestre desse ano aumentou seu lucro em quase 25%, as custas das metas abusivas e do assédio moral sobre o funcionalismo, vai simplesmente adiando qualquer resposta concreta às reivindicações dos bancários. Vejamos o caso da jornada de seis horas, o banco diz que esta em estudos, ou seja, não apresenta nada. Obrigando os bancários a recorrer ao judiciário, onde diversas ações têm obtido sucesso, já que essa é uma clara violação da CLT.
Enquanto isso, aqui no Rio de Janeiro, a atual direção do nosso Sindicato, além de até hoje não ter entrado com nenhuma ação relativa a jornada legal de seis horas, e muito menos desencadear qualquer campanha de mobilização sobre essa importante reivindicação, parece não querer a participação ativa dos bancários do BB na próxima campanha salarial.
Na edição do Jornal Bancário de 31/05, o Encontro Estadual dos bancários do BB é divulgado numa chamada de rodapé, sem informar que nele deveria se discutir a nossa próxima campanha salarial e eleger os delegados para o encontro nacional que vai acontecer no mês de julho em SP. Nem mesmo o endereço da Federação dos Bancários, onde ele vai ser realizado, foi informado.
Se nós bancários cariocas quisermos uma campanha salarial de verdade, pelo exposto acima, já podemos concluir com quem podemos contar, ou seja, nós mesmos. Portando, mãos a obra. Vamos começar participando desse encontro regional, para o qual estamos sendo convidados de maneira tão tímida.
Para começar, precisamos modificar a pauta desse encontro, que não contempla a discussão do que mais nos interessa: a organização e as reivindicações prioritárias da Campanha Salarial 2011. Exigimos espaço para os bancários colocarem suas opiniões e discutirem a melhor forma de encaminhar a nossa luta por melhores condições de trabalho e remuneração. Para isso é fundamental a presença de um grande número de bancários nesse encontro, sua participação é decisiva, compareça!

Veja abaixo a programação proposta pela Federação/Sindicato, perguntamos: onde esta o espaço para de forma democrática discutirmos nossa campanha salarial? Compareça para garantirmos a mudança nessa pauta!
 
PROGRAMAÇÃO
9h30min. às 12h.- Credenciamento
10:00h. - Abertura/ Aprovação do Regimento Interno
10h15min. - CASSI: Palestrantes: Rui Roosevelt: Presidente Conselheiro Deliberativo
Mario Engelke - Coordenador do Conselho de Usuários
11h15min. - PREVI: Palestrante: José Ricardo Sasseron - Diretor de Seguridade
12h15min. - Eleição de Delegados/as
13h - Palestrante: Sergio Farias - Representante da FEEB RJ/ES na CE.
14 h - Encaminhamento das propostas.
14h30min. - Encerramento.
PARTICIPAÇÃO DA BASE É DECISIVA PARA ARRANCARMOS CONQUISTAS!
TODOS AO ENCONTRO ESTADUAL DOS BANCÁRIOS DO BB!

Dia 04/06 – SÁBADO – 09:30 hs.
Federação dos Bancários RJ/ES : Av. Graça Aranha, 19 sala 904, Centro, Rio de Janeiro.
Ivan Pinheiro - Assembléia na galeria 2006

SEPE FAZ CONGRESSO VITORIOSO

Nos dias 26, 27 e 28, com a presença de mais de 1200 delegados, o SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação realizou o mais importante Congresso da sua história. Os seminários, grupos de discussão e os debates em plenário demonstraram que os educadores do Rio de Janeiro estão perfeitamente sintonizados com os desafios que terão que enfrentar no próximo período onde o capitalismo, na busca de nichos de lucratividade não se furtará em permitir o sucateamento do ensino público dentro de uma perspectiva privatista.
                O Congresso deliberou sobre importantes temas, entre eles, o não retorno do Sindicato à CNTE/CUT, de onde já havia se desfiliado; manteve seu princípio histórico de eleger direções colegiadas a partir da proporcionalidade direta vinda das bases. Além disso outra grande deliberação, talvez a mais importante, foi a não adesão a nenhuma central sindical, optando os delegados presentes por manter a decisão do XII Congresso de continuar contribuindo para fortalecer as novas organizações dos trabalhadores que se encontram na linha de frente da luta de classes no Brasil. Entre elas a Intersindical.
                A Unidade Classista se fez presente com uma delegação vinda do interior e da capital representando professores, funcionários de apoio e aposentados,  que participaram dos grupos nos de debates onde inúmeros pontos polêmicos servirão para orientar a ação sindical de um dos mais importantes sindicatos da América.
                A Unidade Classista recebeu com entusiasmo a entrada na INTERSINDICAL-RJ,  de importantes e combativos grupos de Independentes, da capital e interior, com destaque para os Educadores de Caxias que demonstram grande disposição para marchar junto com as demais organizações para organizar a classe trabalhadora,  neste momento de refluxo e fragmentação das suas organizações.
                Os ataques dos governos capitalistas, no Rio de Janeiro representado pelo neo-fascista Sérgio Cabral, precisa ser enfrentado e derrotado a partir de cada sala de aula, em cada unidade escolar, em todos os cantos onde se fizer necessário. Estamos convencidos que neste caminho encontraremos camaradas que acreditam na possibilidade da luta e que é possível vencer.
Companheiro Sidney, defendendo a Tese da Intersindical.

domingo, 22 de maio de 2011

Deputados vazam que Palocci operou a fusão Itaú-Unibanco e favoreceu dezenas de empresas

*Jorge Serrão
 A consultoria de Palocci tinha (ou tem?) parcerias com o advogado e também consultor José Dirceu também ex-ministro da Casa Civil, até o ser derrubado pelo escândalo do Mensalão. Mas esses foram apenas dois entre as dezenas de trabalhos de Palocci que fizeram sua empresa Projeto Consultoria, Planejamento e Eventos Ltda arrecadar pelo menos oficialmente - R$ 7,4 milhões, desde 2006. Deputados de oposição vazaram para alguns jornalistas, ontem à noite, a lista de empresas para quem o atual ministro-chefe da Casa Civil trabalhou (ou ainda trabalha?). Os sigilosos contratos de Palocci foram (ou são) com as maiores empresas que atuam no Brasil. Por isso, pode ser ainda maior que 20 vezes o surpreendente crescimento de seu patrimônio pessoal, nos últimos quatro anos.

Na inconfidência cometida por deputados, Palocci prestou assessoria internacional para as Organizações Globo. Palocci é um dos principais tocadores da Operação Copa do Mundo, junto com o companheiro José Dirceu. Também pilota, pessoalmente, o modelo de concessão de áreas dos aeroportos. Ele e Dirceu prestam consultorias para grandes empresas na área de telecomunicações. O agora revelado poder de relacionamento empresarial de Palocci explica por que Henrique Meirelles preferiu tirar o corpo fora do governo.

A lista vazada do portifólio de Palocci é longa. Além do Itaú-Unibanco, na área financeira, o principal ministro de Dilma Rousseff trabalhou para a Bradesco Holding. Até a EBX do bilionário Eike Batista usou os bons serviços do doutor Palocci. A Petrobrás e a Vale também usaram os sigilosos serviços do ilustre consultor. Tamanho prestígio indica que o verdadeiro fiador e articulador econômico-financeiro da eleição de Dilma Rousseff foi Palocci e não o ex-presidente Lula. Além das empresas já citadas, foram clientes de Palocci, na versão vazada pelos deputados (que um repórter de um grande jornal gaúcho e uma famosa colunista das Organizações Globo preferiram não divulgar), pelo menos por enquanto: Pão de Açúcar, Íbis, LG, Samsung, Claro-Embratel, TIM, Oi, Sadia Holding, Embraer Holding, Dafra, Hyundai Naval, Halliburton, Volkswagen, Gol, Toyota, Azul, Vinícola Aurora, Siemens, Royal (transatlânticos).

Deputados vazaram a lista de clientes sigilosos de Palocci em retaliação ao conteúdo do e-mail enviado ontem (terça-feira) pela Casa Civil, falando em nome do ministro, aos líderes partidários. A bronca foi com um item da nota oficial alegando que a nota que o ministro não manteve nenhuma atividade vedada quando era deputado e que 273 deputados federais e senadores da atual legislatura são sócios de estabelecimentos comercial, industrial, de prestação de serviços ou de atividade rural". A nota também irritou Pedro Malan, Armínio Fraga, Henrique Meirelles, Persio Arida, Mailson da Nóbrega e André Lara Rezende citados como pessoas que viraram banqueiros e consultores de prestígio quando deixaram o governo federal.

Palocci esclareceu que todas informações sobre seu patrimônio estão na sua declaração de renda de pessoa física e que todos os dados fiscais e contábeis da empresa Projeto são enviados regularmente à Receita Federal:

-Não há nenhuma vedação que parlamentares exerçam atividade empresarial, como o atesta a grande presença de advogados, pecuaristas e industriais no Congresso. Levantamento recente mostrou que 273 deputados federais e senadores da atual legislatura são sócios de estabelecimentos comercial, industrial, de prestação de serviços ou de atividade rural.

-No mercado de capitais e em outros setores, a passagem por Ministério da Fazenda, BNDES ou Banco Central proporciona uma experiência única que dá enorme valor a estes profissionais mo mercado. Não por outra razão, muitos se tornaram em poucos anos, banqueiros como os ex. Pres. do BACEN e BNDES Pérsio Arida e André Lara Rezende, diretores de instituições financeiras como o ex-ministro Pedro Malan ou consultores de prestígio como ex-ministro Mailson da Nóbrega.

-Muitos Ministros importantes também fizeram o percurso inverso, vieram do setor privado para o governo, tomando as precauções devidas para evitar conflitos de interesse, como o ex-ministro Alcides Tápias, ex-diretor de importante instituição financeira, os ex-presidentes do BC Armínio Fraga, antes gestor de um grande fundo de investimentos internacional e Henrique Meirelles, com longa trajetória no mercado financeiro. Os mecanismos utilizados pelo ministro Palocci para impedir qualquer conflito de interesses foram os mesmos adotados pelos citados.

A nota da Casa Civil alega que hoje a empresa de Palocci tem como única finalidade a administração de seus dois imóveis em São Paulo:

-O objeto social da sociedade foi modificado antes da posse como Ministro para vedar qualquer prestação de serviço que implique conflito de interesse com o exercício de cargo público, nos termos da legislação vigente. A gestão dos recursos financeiros da empresa foi transferida a uma gestora de recursos, que tem autonomia contratual para realizar aplicações e resgates, de modo a evitar conflito de interesse.

Jorge Serrão é Jornalista