Avante Bancário

quarta-feira, 10 de julho de 2019

DIA 12 DE JULHO: BORA PRA RUA!

As recentes derrotas de Bolsonaro no congresso e o vazamento da operação criminosa do ex-juiz golpista e atual ministro da justiça Sérgio Moro não afetaram em nada a tramitação da reforma da previdência. Conforme já havíamos afirmado, a espinha dorsal do projeto continua intacta e os acordos entre as frações da burguesia para a reinclusão de estados e municípios e da capitalização já estão sendo costurados em seu balcão de negócios.
Para piorar o quadro, a greve de 14/06, apesar de ter sido um importante passo para a luta contra a reforma da previdência e para a reorganização da classe trabalhadora, ficou aquém de nossas necessidades, muitos trabalhadores ainda não perceberam o tamanho dos problemas que serão causados pela reforma e por todos os demais ataques que ainda virão do nefasto governo de Jair Bolsonaro.
Por outro lado, nem tudo são espinhos, pois na próxima sexta-feira, dia 12 de julho, em Brasília, trabalhadores de diversos setores e estudantes que estarão realizando mais um importante “CONUNE” – Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes – decidiram retomar a luta e realizarão mais uma grande manifestação unificada contra a reforma, em defesa da educação e das liberdades democráticas.

Se você não tem condições de ir a Brasília, também pode e deve participar e organizar as manifestações em sua cidade, a exemplo do que ocorreu nos dia 15 e 30/05 e no dia 14/06, quando trabalhadores da educação, servidores públicos, bancários, metalúrgicos, metroviários, petroleiros e tantos outros em conjunto com os estudantes realizaram excelentes jornadas de luta.
Mais do que nunca é necessário intensificar os esforços na construção do FÓRUM SINDICAL, POPULAR E DE JUVENTUDE, dos FÓRUNS DE LUTA EM DEFESA DAS APOSENTADORIAS, das FRENTES SINDICAIS CLASSISTAS e dos TERRITÓRIOS SEM MEDO, pois a partir destes espaços, organizaremos e impulsionaremos ações de formação e mobilização da classe.
A hora de reorganizar a classe trabalhadora para o novo ciclo de lutas é agora, dia 12 de julho, bora pra rua!




Avante camaradas!

Construir a Greve Geral e Reorganizar a Classe Trabalhadora!
Unidade Classista, futuro socialista!

terça-feira, 25 de junho de 2019

O Brazilgate transforma-se no Russiagate 2.0

 "Ridiculamente, a bomba de The Intercept acerca da corrupção brasileira está a ser alardeada pelos media e militares do país como uma conspiração russa".

por Pepe Escobar [
Foi um vazamento, não um hack. Sim: o Brazilgate, lançado por uma série debombas revolucionárias publicadas porThe Intercept, pode estar a transformar-se num Russiagate tropical.

O Garganta Funda de The Intercept – uma fonte anónima – finalmente revelou em pormenores o que qualquer um com meio cérebro no Brasil já sabia: que a máquina judicial/legal da investigação unilateral do Lava Jato era de facto uma farsa maciça e uma trapaça criminosa destinada a realizar quatro objectivos.


  • .Criar as condições para o impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016 e a subsequente ascensão de seu vice, o fantoche manipulado pela elite Michel Temer. 
  • Justificar a prisão do ex-presidente Lula em 2018 – exactamente quando ele estava para vencer a eleição presidencial seguinte com uma vitória esmagadora. 
  • Facilitar a ascensão da extrema-direita brasileira via Steve Bannon (ele o chama de "capitão") Jair Bolsonaro. 
  • Instalar o ex-juiz Sergio Moro como ministro da Justiça com esteroides capazes de promulgar uma espécie de Patriot Act brasileiro – pesado em espionagem e ligeiro quanto a liberdades civis.
Moro, lado a lado com o promotor Deltan Dallagnol, o qual liderava as 13 forças-tarefa do Ministério Público, são as estrelas vigilantes da trapaça do lawfare . Ao longo dos últimos quatro anos, os hiperconcentrados media de referência brasileiros, afundados num pântano de fake news, glorificaram essa dupla como heróis nacionais dignos do Capitão Marvel. A arrogância acabou por afundá-los no pântano.

Os mafiosos brasileiros 

The Intercept prometeu divulgar todos os ficheiros na sua posse, chats, áudio, vídeos e fotos, um acervo supostamente maior que o de Snowden. Aquilo que foi publicado até agora revela Moro/Dallagnol como um duo estratégico em sincronia, com Moro como um capo di tutti i capi , juiz, júri e executor numa só pessoa – repleto de falsificações em série de provas. Isso, por si só, é suficiente para anular todos os casos da Lava Jato em que ele esteve envolvido – incluindo o processo contra Lula e as sucessivas convicções baseadas em "evidências" que nunca se sustentariam em um tribunal sério.

Em conjunto com uma abundância de detalhes escabrosos, o princípio Twin Peaks [1] – as corujas não são o que parecem – aplica-se plenamente ao Brazilgate. Porque a génese do Lava Jato envolve nada menos que o governo dos Estados Unidos. E não apenas o Departamento de Justiça (DoJ) – como Lula tem insistido há anos em todas as suas entrevistas. A operação foi do Estado Profundo.

A WikiLeaks havia revelado isso desde o início, quando a NSA começou a espionar a gigante de energia Petrobrás e até mesmo o telefone smart de Dilma Rousseff. Em paralelo, inúmeras nações e indivíduos aprenderam como a auto-atribuída extraterritorialidade do DoJ permite que ele persiga qualquer pessoa, de qualquer maneira, em qualquer lugar.

Isto nunca foi sobre anti-corrupção. Trata-se, ao invés, da "justiça" americana a interferir em todas as esferas geopolíticas e geoeconómicas. O caso mais gritante e recente é o da Huawei.

No entanto, o "comportamento maligno" dos mafiosos Moro/Dallagnol atingiu um novo nível perverso na destruição da economia nacional de uma poderosa nação emergente, um membro do BRICS e líder reconhecido em todo o Sul Global.

O Lava Jato devastou a cadeia de produção de energia no Brasil, a qual por sua vez gerou a venda – abaixo dos preços de mercado – de muitas reservas valiosas de petróleo do pré-sal, a maior descoberta de petróleo do século XXI.

A Lava Jato destruiu campeões nacionais em engenharia e construção civil e também em aeronáutica (como na Boeing comprando a Embraer). E a Lava Jato comprometeu fatalmente importantes projectos de segurança nacional, como a construção de submarinos nucleares , essenciais para a protecção da " Amazônia Azul ".

Para o Council of America – visitado por Bolsonaro em 2017 –, bem como o Council on Foreign Relations – para não mencionar os "investidores estrangeiros" – ter o Chicago boy neoliberal Paulo Guedes instalado como ministro das Finanças era um sonho ardente. Guedes prometeu de imediato colocar virtualmente todo o Brasil à venda. Até agora, sua tarefa tem sido um fracasso absoluto.

Como abanar o cão 

Os mafiosos Moro/Dallagnol eram "apenas um peão no seu jogo", para citar Bob Dylan – um jogo de que ambos estavam inconscientes.

Lula enfatizou repetidamente que a questão-chave – para o Brasil e para o Sul Global – é a soberania. Sob Bolsonaro, o Brasil foi reduzido ao status de uma neocolonia de bananas – com abundância de bananas. Leonardo Attuch, editor do portal líder Brasil247 , diz que "o plano era destruir Lula, mas o que foi destruído foi a nação".

Tal como está, os BRICS – uma palavra muito suja na Beltway – perderam o seu "B". Por muito que possam valorizar o Brasil em Pequim e Moscovo, o que está a funcionar no momento é a parceria estratégica "RC" , embora Putin e Xi também estejam fazendo o melhor que podem para reviver "RIC", tentando mostrar à Índia de Modi que a integração eurasiana é o caminho a seguir, não o de desempenhar um papel de apoio na difusa estratégia indo-pacífica de Washington.

E isso nos leva ao cerne da questão do Brazilgate: como o Brasil é o cobiçado prémio na narrativa estratégica mestra que condiciona tudo que acontece no tabuleiro de xadrez geopolítico no futuro previsível – a confrontação sem limites entre os EUA e a Rússia-China.

Já na era Obama, o Estado Profundo dos EUA identificou que para incapacitar os BRICS a partir de dentro o nó estratégico "fraco" era o Brasil. E, sim; mais uma vez, trata-se do petróleo, estúpido.

As reservas de petróleo do pré-sal podem ser avaliadas em até espantosos US$30 milhões de milhões. A questão não é apenas o governo dos EUA querer uma parte disso; a questão é ele quer controlar a maior parte da ligações petrolíferas do Brasil com a interferência dos poderosos interesses do agronegócio. Para o Estado Profundo, o controle do fluxo de petróleo do Brasil para o agronegócio equivale à contenção/alavancagem contra a China.

Os EUA, o Brasil e a Argentina, em conjunto, produzem 82% da soja mundial. A China implora soja. Esta não virá da Rússia ou do Irão – os quais por outro lado podem fornecer à China petróleo e gás natural suficientes (ver, por exemplo, a energia da Sibéria I e II). O Irão, afinal, é um dos pilares da integração eurasiana. A Rússia pode eventualmente tornar-se uma potência exportadora de soja , mas isso pode levar até dez anos.

Os militares brasileiros sabem que relações estreitas com a China – seu principal parceiro comercial, à frente dos EUA – são essenciais, seja o que for que Steve Bannon possa arengar acerca disso. Mas a Rússia é uma história completamente diferente. O vice-presidente Hamilton Mourão, na sua recente visita a Pequim, onde se encontrou com Xi Jinping, dava a impressão de estar a ler um comunicado de imprensa do Pentágono, dizendo à imprensa brasileira que a Rússia é um "actor maligno" que está a propagar uma "guerra híbrida por todo o mundo".

Assim, o Estado Profundo dos EUA pode estar a cumprir pelo menos parte do seu objectivo final: utilizar o Brasil na sua estratégia Divide et Impera, ou seja, abalar a parceria estratégica Rússia-China.

Isto fica muito mais picante. O Lava Jato, recondicionado como Vaza Jato, também poderia ser descodificado como um jogo de sombras maciço; um cão a abanar, com a cauda composta por dois activos americanos.

Moro era um activo certificado pelo FBI, CIA, DoJ e Estado Profundo. Seu uber-patrão seria, em última análise, Robert Mueller (portanto, Russiagate). No entanto, para a Equipe Trump, ele seria facilmente dispensável – mesmo se fosse o Capitão Justiça a trabalhar para o activo real, o menino Bolsonaro de Bannon. Se caísse, Moro teria a garantia do indispensável paraquedas dourado – completo, com residência nos EUA e palestras em universidades americanas.

Greenwald, de The Intercept, é agora celebrado por todas as vertentes da esquerda como uma espécie de Simon Bolivar americano/brasileiro com esteróides. Mas há um problema enorme. The Intercept é de propriedade de um praticante endurecido da guerra da informação, Pierre Omidyar .

De quem é a guerra híbrida? 

A questão crucial pela frente é o que as forças armadas brasileiras estão realmente a fazer neste enorme pântano – e quão profundamente estarão subordinadas ao Divide et Impera de Washington.

Isto gira em torno do todo-poderoso Gabinete de Segurança Institucional, conhecido no Brasil pela sigla GSI . Os integrantes do GSI estão todos no consenso de Washington. Depois dos anos "comunistas" de Lula/ Dilma, estes sujeitos estão agora a consolidar um Estado Profundo brasileiro supervisionando o controle político em âmbito total, tal como nos EUA.

O GSI já controla todo o aparelho de inteligência, bem como a Política Externa e de Defesa, através de um decreto sub-repticiamente lançado no princípio de Junho, apenas alguns dias antes da bomba de The Intercept. Até o capitão Marvel Moro está sujeito ao GSI; eles devem aprovar, por exemplo, tudo o que Moro discute com o DoJ e o Estado Profundo dos EUA.

Como tenho discutido com alguns dos meus principais interlocutores brasileiros informados, o grande antropólogo Piero Leirner, que sabe em pormenor como pensam os militares, e o advogado internacional suíço e conselheiro da ONU Romulus Maya, um Estado Profundo nos EUA parece estar a posicionar-se como o mecanismo de desova para a ascensão directa dos militares brasileiros ao poder, assim como dos seus responsáveis. Conforme a necessidade, se não seguiu nosso roteiro ao pé da letra – relações comerciais básicas apenas com a China; e isolamento da Rússia – pode-se balouçar o pêndulo a qualquer momento.

Afinal, o único papel prático que o governo dos EUA teria para as forças armadas brasileiras – na verdade, para todas as forças armadas da América Latina – é como tropas de choque da "guerra às drogas".

Não há arma fumegante – ainda. Mas o cenário do Lava Jato como parte de uma operação psicológica extremamente refinada, uma operação psyops com dominância de espectro amplo, uma etapa avançada da Guerra Híbrida, deve ser seriamente considerada.

Exemplo: a extrema-direita, bem como sectores militares poderosos e o império de media da Globo subitamente começaram a propalar que a bomba de The Intercept é uma "conspiração russa".

Quando alguém acompanha o síitio web do principal think tank militar – com muitas coisas praticamente copiadas e coladas directamente da Escola de Guerra Naval dos EUA – é fácil ficar surpreendido com a crença fervorosa deles numa Guerra Híbrida Rússia-China contra o Brasil, onde a cabeça de ponte é fornecida por "elementos anti-nacionais" tais como a esquerda como um todo, bolivarianos venezuelanos, FARC, Hezbollah, LGBT, povos indígenas, pode escolher.

Após o Vaza Jato, uma guerra relâmpago combinada de notícias falsas culpou o aplicativo Telegram ("eles são os maus russos!") por hackear os telefones de Moro e Dallagnol. O Telegram oficialmente desmascarou isso em pouco tempo.

Disseram então que a ex-presidente Dilma Rousseff e a actual presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, fizeram uma visita "secreta" a Moscovo apenas cinco dias antes da bomba Lava Jato. Confirmei a visita com a Duma [parlamento], bem como o facto de que, para o Kremlin, o Brasil, pelo menos por enquanto, não é uma prioridade. A integração eurasiana é. Isso, por si só, desmascara o que a extrema-direita do Brasil elocubra: Dilma a pedir ajuda a Putin, o qual então liberta seus maudosos hackers.

A Vasa Jato – segunda sessão do Lava Jato – pode estar a seguir os padrões Netflix e HBO. Recorde que a terceira temporada do True Detective foi um êxito absoluto. Precisamos de rastreadores dignos de Mahershala Ali para detectar fragmentos de evidências sugerindo que as forças armadas brasileiras – com apoio total do Estado Profundo dos EUA – podem estar a instrumentalizar uma mistura de Vasa Jato e da Guerra Híbrida "dos russos" para criminalizar a esquerda para sempre e orquestrar um golpe silencioso a fim de se livrar do clã Bolsonaro e do seu QI colectivo sub-zoológico. Eles querem controle total – sem intermediários ridículos. Estarão eles a morder mais bananas do que podem mastigar? 
22/Junho/2019
[1] Twin Peaks é uma série da TV, combinação de drama policial e surrealismo. 
O princípio Twin Peaks é que nada é verdade tal como aparece.. 

[*] Jornalista, brasileiro, colaborador do Asia Times. 

O original encontra-se em consortiumnews.com/... 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Construir a GREVE GERAL e reorganizar a Classe.

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Coordenação Nacional da Unidade Classista
O balcão de negócios da burguesia funciona a todo vapor; a mídia promove o programa econômico do governo escancaradamente; os cortes no orçamento da educação anunciados, mesmo após dois dias de manifestações e greves em centenas de cidades estão mantidos; os acordos sobre o texto do projeto de emenda constitucional que pretende destruir nosso sistema previdenciário e implantar o sistema de capitalização estão sendo costurados no congresso. Em breve virão as privatizações e a ampliação da retirada de direitos trabalhistas por meio da carteira verde e amarela.
A correlação de forças entre trabalho e capital nas duas câmaras federais, nas assembleias legislativas e em todas as esferas do poder executivo é amplamente desfavorável aos trabalhadores. O saldo das últimas eleições tem sido, na maioria dos casos, de sucessivas derrotas, e a classe trabalhadora encontra-se tão gravemente desorganizada, que setores da extrema direita já disputam e dirigem alguns sindicatos.
Aos trabalhadores, não há outra alternativa para barrar o projeto da reforma da previdência, e iniciar as lutas de resistência contra todos os demais ataques, que não passe pela construção de um movimento grevista de imensas proporções, que paralise a produção, o comércio, os serviços e a circulação de mercadorias.
A construção da Greve Geral Contra a Reforma da Previdência, de 14 de junho, marcada pelo Fórum das Centrais Sindicais, é tarefa mais do que necessária e bastantes complexa, pois, apesar do ataque frontal aos interesses dos trabalhadores contidos no projeto da reforma, o peleguismo, o banditismo e o apassivamento promovido pelas políticas de conciliação de classe difundidas no interior dos sindicatos e movimentos sociais nos últimos anos, além das diversas formas de alienação e opressão próprias da sociedade capitalista, dificultam a mobilização dos trabalhadores.
Não há como reverter um quadro tão desfavorável sem ações políticas bem planejadas, que extrapolem a mera intervenção das direções sindicais junto às bases, pois no caso da maioria delas, este movimento significa um retorno ao lugar de onde saíram há muito tempo. Neste contexto, é necessário intensificarmos os esforços e transformarmos os problemas em oportunidades, para desenvolver consciência de classe e organização de trabalhadores e estudantes.
Experiências exitosas como a criação dos TERRITÓRIOS SEM MEDO, dos FÓRUNS SINDICAIS, POPULARES E DE JUVENTUDE, dos FÓRUNS DE LUTA EM DEFESA DAS APOSENTADORIAS e das FRENTES SINDICAIS CLASSISTAS precisam ser multiplicadas. Nestes espaços, ao mesmo tempo em que convivemos com militantes de diversas organizações sindicais e populares, dialogamos com trabalhadores e estudantes que participam pela primeira vez de ações organizadas, e que estão tendo o primeiro contato consciente com a luta de classes. É principalmente daí que deriva sua importância.
A Greve Geral de 14 de junho, que já é produto de uma ação mais consciente e organizada, será fundamental na luta contra a reforma da previdência e nas próximas lutas de resistência e, se bem trabalhada, poderá também potencializar a construção das bases para a reorganização da classe trabalhadora!
Avante camaradas!
Construir a Greve Geral!
Unidade Classista, futuro socialista!

sábado, 25 de maio de 2019

"Uma mentira contada mil vezes se torna verdade."

Não se sabe ao certo, mas atribuem a Goebels, ministro da propaganda nazista, a seguinte frase: "Uma mentira contada mil vezes se torna verdade."
 
É bem provável que tenha sido mesmo Goebels a soltar estas infames palavras, pois o nazismo foi cria de duas mentiras fundamentais: A causa de todos os problemas do povo alemão era uma conspiração judaico-comunista.

 E a maioria do povo alemão fazia parte de uma raça pura superior. A raça Ariana.
 
Os comunistas alemães, como se sabe, jamais governaram a Alemanha e os comunistas da URSS foram os que mais ajudaram na reconstrução da Alemanha no pós-primeira GM, através do acordo de Rapalo, firmado entre os dois países uma década antes da ascensão do nazismo.
O antissemitismo na Alemanha, não era novo, mas foi multiplicado pelas campanhas difamatórias e progressivamente violentas dos nazistas, que inspirados pelas mentiras de Hitler e Goebels, vincularam antissemitismo e anticomunismo.
 
E se a questão era eleger uma raça inferior, haveria que se eleger uma raça superior representativa da maior parte do "público" que o seu discurso pretendia atingir. No caso da Alemanha, pessoas brancas, de preferência loiras e de olhos claros.
 
O resultado desta enxurrada de mentiras somada à miséria, desemprego e destruição aos quais o povo alemão foi submetido em função da guerra e do humilhante tratado de Versalhes, ambos produtos da crise capitalista, geraram um manancial de ódio cujo resultado é bem conhecido: 

 Cerca de 60 milhões de mortos, entre os quais 6 milhões de judeus e 20 milhões de soviéticos.
 
Hoje, a máquina de mentiras, que nunca parou de funcionar dentro do regime capitalista, está a pleno vapor.
 
Estas mentiras são a forma atual da ideologia burguesa e são a adaptação a uma nova composição do proletariado mundial, que se tornou muito mais numeroso e heterogêneo em relação ao que era na época do "advento" do fascismo, tal como se apresentou ao mundo, na década de 20.
 
Na década de 20 mais de 80% da população mundial vivia no campo e a rápida industrialização em todo o mundo após a 2 GM, alterou esta proporção dramática e definitivamente.
 
Hoje, mais de 80% da população vive em gigantescas áreas urbanas que concentram milhões de homens e mulheres, de diversas religiões, etnias, raças, gêneros, profissões e nacionalidades.
 
Esta concentração de populações diversas nos grandes conglomerados urbanos acompanha a concentração do capital e é, antes de tudo, uma necessidade e imposição deste último.
 
Se não houvesse o mínimo de tolerância às diferenças, de várias naturezas, o convívio entre estes grupos seria impossível e os conflitos explodiram diariamente, tornando impossível o convívio social e, com ele, a reprodução do capital.
 
Com o aprofundamento da crise capitalista, as "vantagens" da tolerância às diferenças começam a ser anuladas pela falta de oportunidades e exclusão social que se aprofunda, pois os vários grupos identitários passam a se engalfinhar pelas migalhas que caem da mesa de banquete do grande capital.
 
O discurso da tolerância, ainda se mantém por muito tempo como o "oficial" da burguesia, mas assim como as disputas se acirram entre as varias facções burguesas durante a crise, o monólito ideológico também se cinde, criando novas correntes e aumentando o alcance de outras.
 
Diante da fragilidade ou ausência de organismos da classe proletária identificados com a luta de classes e com a superação do capital, as correntes ideológicas burguesas tendem a encontrar abrigo no seio do povo.
 
Algumas se adaptam às crenças religiosas, outras se adequam às demandas de grupos étnicos, de gênero e por aí vão sob a forma do discurso do empreendedorismo, do empoderamento, das pautas identitarias mil, da negação da luta de classes, do anticomunismo e da dissimulação da crise do capital como corrupção, má gestão etc.
 
Todo este "rosário" de discursos focados pautas identitários tem uma coisa em comum: Nenhum deles questiona a dominação do capital.
 
E assim, de ilusões em ilusões, o sistema capitalista vai seguindo e arrastando todos os povos para a barbárie em sua lenta agonia.
 
O Capital mantém o seu controle sobre o proletariado, preferencialmente pela dominação ideológica, que lhe dá o "consentimento" dos explorados, e, se a ideologia falhar, pela força.
 
Infelizmente, para os oprimidos, os aliados do capital, armados com as belas palavras de liberdade que tomaram emprestado dos seus mestres capitalistas quando estes eram revolucionários, se multiplicam entre os proletários.
 
O método continua sendo a mentira, só que ao contrário da máxima de Goebels, não é mais uma "mentira contada mil vezes" que se transforma em verdade, mas a mesma mentira contada de mil formas diferentes.
 
André Lavinas
 
Andre Lavinas é membro da UC e militante do PCB.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Déficit da Previdência, rombo nas contas e outras histórias pra boi dormir

Vai se intensificar a temporada de notícias para convencê-lo de que é preciso dificultar as aposentadorias, senão a Previdência quebra. É bom estar atento para não se deixar enganar.

As propostas de reforma da Previdência que têm sido divulgadas, se forem aprovadas, vão dificultar, e muito, o acesso do trabalhador à aposentadoria. Além disso, reduziriam drasticamente os valores dos benefícios atualmente pagos. As justificativas para a reforma se baseiam em alguns argumentos insistentemente veiculados por jornais, rádios e Thttps://www.redebrasilatual.com.brVs.


Algumas vezes falam que as mudanças “visam a cnombater privilégios”. Em outras, alegam que “o déficitda previdência é gigantesco e se ão for eliminado ocasionará o colapso do sistema”. Dizem ainda que esse déficit causa um “rombo” nas contas do governo e que por causa das nossas aposentadorias, o governo não consegue investir em saúde e educação.
Pois bem, sobre o assunto “privilégios”, o argumento serve para tentar convencer a opinião pública, pois na realidade esconde uma proposta que não mexe com os verdadeiros privilégios, e sim com os trabalhadores, sobretudo os mais pobres. Mas deixemos para aprofundar esse assunto num próximo artigo. Falemos agora sobre o suposto “déficit” e o tal “rombo”.
O déficit da previdência ocasionará colapso do sistema?
A suposta existência de um gigantesco déficit nas contas da previdência é muito polêmica e questionável. Não há consenso entre economistas e pesquisadores que estudam o tema. De um lado, estão os que afirmam que não há déficit. O que existe, na verdade, é um financiamento insuficiente da previdência.
A previdência, como parte do sistema de seguridade social, tem diversas fontes de recursos para financiá-la previstas na Constituição Federal, além das contribuições de empregados e empregadores.
Entretanto, esses recursos não têm sido aplicados em sua totalidade nessas obrigações constitucionais devido a algumas práticas adotadas pelo governo. Uma delas se chama Desvinculação das Receitas da União (DRU). Por esse mecanismo, o governo pode retirar até 20% de uma determinada área e deslocar para outra. Por exemplo, retirar da seguridade social para pagar despesas com juros.
Outro mecanismo está na chamada “desoneração da folha de pagamentos” e outras formas de isenções a empresas e setores, inclusive para empresas exportadoras do agronegócio. O governo abre mão de cobrar a contribuição previdenciária de alguns setores a pretexto de reduzir o custo e estimular a produção. O problema é que isso só funcionaria se fosse condicionado a metas e compromissos, como, por exemplo, criar e manter empregos, que por sua vez mantêm a economia interna aquecida. Mas o governo só alivia as empresas, sem exigir contrapartida.
A arrecadação da Previdência é insuficiente?
Os defensores da reforma consideram somente as receitas provenientes das contribuições de empregados com carteira assinada (que vão de 8% a 11% do salário) e de seus empregadores (a partir de 20% da folha de pagamentos). Isso leva, obviamente, à existência de um déficit astronômico. Por quê? Porque esses trabalhadores – que compõem o chamado Regime Geral de Previdência Social (RGPS) – não são os únicos a quem a Previdência deve benefícios.
O governo superestima as despesas previdenciárias quando soma os gastos com RGPS e os gastos com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores civis da União. Essa forma de cálculo é equivocada, pois, cada regime tem fontes diferentes de financiamento. Portanto, antes de se recorrer a uma reforma que dificulte o acesso dos trabalhadores e reduza o valor de suas aposentadorias no futuro, é preciso, antes, resolver os problemas com arrecadação. Um deles está na crise econômica que, ao causar grande desemprego e aumento de empregos sem carteira, derruba drasticamente as contribuições à Previdência.
O déficit da previdência é a principal causa do “rombo” nas contas do governo?
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Orçamentos de governos são estruturalmente deficitários, pois as despesas sempre superam as receitas. Isso acontece em todos os países do mundo, entre eles Estados Unidos e Japão, que têm dívidas que ultrapassam a soma de todas as riquezas que produzem (o PIB).
Isso não significa que o governo brasileiro seja gastador. É impossível financiar os gastos de qualquer governo apenas com a cobrança de impostos.
Os países financiam seus déficits por meio da chamada dívida pública, que é um empréstimo que diversos agentes econômicos – sobretudo os bancos – fazem ao governo por meio da emissão de títulos, que são “papéis” que o governo negocia no mercado financeiro em troca, pagando juros.
Os defensores da reforma da previdência argumentam que os gastos com aposentadorias e outros benefícios são a principal causa do déficit público.
Segundo eles, o crescimento do déficit da Previdência faz com que o governo destine parcelas cada vez maiores do orçamento para aposentadorias, reduzindo, assim, os recursos para outras finalidades. Se o déficit da previdência não for eliminado ou pelo menos contido, dizem, num futuro próximo o governo não terá recursos para investir em outras áreas. E que se as despesas com aposentadorias e a dívida pública continuarem crescendo o governo precisará se endividar cada vez mais. Um dia essa dívida se tornará impagável e o país entrará em colapso econômico e social.
Esses argumentos são veiculados diariamente pela mídia como se fossem verdades absolutas. Entretanto, eles escondem os demais fatores que causam o crescimento da dívida pública. Nada dizem sobre os juros altos que o governo paga aos bancos para “rolar” sua dívida.
Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, em 2018 as despesas totais do orçamento do governo foram de R$ 2,6 trilhões. Desse total, R$ 641 bilhões foram despesas com Previdência Social enquanto o governo gastou R$ 1,065 trilhão com juros, amortizações e refinanciamento da dívida pública.
As despesas com Previdência representaram 24% do orçamento de 2018, enquanto os gastos com juros, amortizações e refinanciamento da dívida, 41%.
Trocando em miúdos, o fator que mais pressiona o crescimento da dívida são os juros exorbitantes que o governo paga aos agentes econômicos e as condições desfavoráveis de financiamento da dívida, cujo prazo máximo de vencimento é de cinco anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse prazo chega a 30 anos.
Esses números não são divulgados para a sociedade. Ficam “escondidos” numa página da internet que só os “especialistas” acessam e conseguem entender.
Jornal Nacional, Globonews e algumas colunas econômicas de jornais costumam mostrar “especialistas” assustando a opinião pública com o tal “déficit”, e escondendo os verdadeiros interesses por trás dessa conversa: o dos bancos, que ganham com juros altos; e o dos “investidores” (ou especuladores), que ganham com aplicações baseadas na dívida do governo (os títulos públicos).
Aliás, com as dificuldades que a “reforma” vai criar para a Previdência, a tendência será os trabalhadores (que puderem) recorrerem às aplicações em previdência privada mantidas por quem? Pelos bancos. Mas isso será também assunto para um próximo artigo.
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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Maioria da direção do SEEB Rio rompe compromissos de campanha e ameaça nossa luta!

A Unidade Classista desde a sua fundação se posicionou contra as posições equivocadas das direções majoritárias dos bancários, representadas no Sindicato dos Bancários do Rio pela Contraf/CUT. Estivemos na oposição a estas direções até a eleição da sua atual diretoria, um ano atrás. Na ocasião entendemos que a recém-aprovada reforma trabalhista (na prática o fim da CLT) e a ameaça de imposição de um projeto de Deforma da Previdência (que impõe idade mínima de homens e mulheres e cria um sistema de capitalização que já fracassou na maioria dos países onde foi implementado) só poderiam ser enfrentadas através de uma ampla frente única de todas as organizações de trabalhadores que se posicionassem contra estes ataques. 

Com este objetivo, nós e outros companheiros - que também eram da oposição à direção majoritária dos bancários - decidimos apresentar uma proposta de Chapa Unitária para as eleições do Sindicato do Rio, fundamentada em princípios pelos quais todos os participantes da gestão deveriam se pautar. Entres os principais itens estão o "não aparelhamento" do Sindicato por nenhuma força política (o SEEB Rio é de todos os bancários e bancárias e não pode servir exclusivamente a uma organização) e a defesa da mais ampla democracia e transparência em todos os fóruns da categoria, pois só assim os bancários se incorporam à luta e só a participação da categoria nos leva a vitórias. 

Infelizmente, a maioria da direção do nosso sindicato não demonstrou compromisso com esses princípios: não chamam assembleias para que a categoria discuta formas de se organizar para resistir às demissões e descomissionamentos, negaram a setores minoritários da direção o acesso ao mínimo de estrutura para que se possa trabalhar (algumas secretarias sequer tem uma mesa ou computador) e nenhum dos membros do grupo da oposição bancária que estão hoje na direção possui liberação sindical. 

A categoria tem sido mantida afastada da entidade sindical. Quando há assembleias elas são mal convocadas, de forma que a presença majoritária seja de diretores do sindicato, o que tem garantido a aprovação das propostas apresentadas pelo setor majoritário da direção. Nas assembleias onde a participação dos bancários é maior, sequer é aberto microfone para que os presentes possam se manifestar a respeito do movimento, suas impressões, dificuldades, sugestões etc. Só pra lembrar um exemplo: na campanha salarial de 2018, na primeira grande assembleia que houve primeiro se votou a decisão pra depois abrir discussão! 

Conciliação com ataques inaceitáveis aos bancários 

Neste nosso jornal, você pode ver três exemplos de como a maioria da Direção do SEEB Rio está jogando pra trás a luta de resistência da categoria: no BB a Contraf/CUT está orientando a aceitação de uma proposta indecente do banco em relação à Cassi (a caixa de assistência à saúde dos funcionários do BB); no Itaú a Contraf "suplica" ao banco que "reduza o turnover" ao invés de organizar uma luta nacional contra as demissões e pela estabilidade no emprego; e na Caixa a Contraf/CUT menospreza a inteligência dos funcionários ao apresentar como "tendo avanços" uma reunião com o Presidente da Caixa na qual ele só trouxe más notícias. 

A condução burocrática e sem participação da categoria busca impedir que os bancários reajam contra essa passividade da maioria da direção sindical frente aos patrões. 
Finanças do SEEB: queremos transparência e democracia - Auditoria feita pelo movimento Já! 

As finanças do Sindicato estão num estágio muito preocupante. O balanço do SEEB apresenta um deficit de mais de 300 mil/ano, o que, segundo o setor majoritário, seria um rombo causado pelo fim do imposto sindical. O que eles não explicam é que, mesmo antes do fim do imposto sindical, balanços anteriores do SEEB Rio saíram de um Superavit de mais de ummilhão para um deficit de quase o mesmo valor, o que não se deu por falta de arrecadação. 

A Unidade Classista, desde o primeiro momento que assumiu cargos na direção do SEEB Rio, propôs a realização de uma auditoria nas contas do Sindicato, feita por uma Comissão de Notáveis composta por integrantes de todas as forças políticas presentes na sua direção. Tal comissão teria acesso a todos os documentos disponíveis do sindicato para que pudesse ser feita uma minuciosa apuração dos números do SEEB Rio a partir das duas últimas gestões até a atual. 

A maioria de direção não aceitou esta proposta e passou meses insistindo que a situação financeira do sindicato era insustentável, que não havia dinheiro para manter o Sindicato funcionado e chegando, inclusive, a acenar com a ameaça de intervenção no sindicato por motivo de insolvência, se medidas como a demissão em massa de funcionários não fossem implementadas. 

Ataque aos funcionários do Sindicato: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço!" 

Diante da questão do "rombo" nas contas do SEEB Rio, a primeira solução proposta pelo setor majoritário da direção tinha como carro chefe a demissão de todos os funcionários aposentados, além de conter aberrações como a "PJotização" de alguns cargos e a terceirização de algumas funções do sindicato. 

Foi bastante desagradável para nós termos que tentar convencer pessoas com muitos anos de atuação na categoria de que um Sindicato de Trabalhadores não pode adotar postura de patrão. Não podemos estar nas agências bancárias lutando contra as terceirizações, contra a PJotização, contra as demissões e o assédio moral, e dentro da "Nossa Casa" estarmos praticando contra os funcionários do sindicato todas as covardias que combatemos na categoria. 

Governos Burgueses fazendo escola: austeridade para uns e torneira aberta para outros 

Depois de tanto baterem na tecla das dificuldades financeiras, a maioria da direção apresentou uma proposta de orçamento para 2019 que elevava significativamente as despesas com repasses para federações e centrais, propunha elevação substancial nos gastos com eventos esportivos e recreativos, apresentava uma proposta de elevação dos gastos administrativos, além de outros disparates. 

A farsa do "rombo" foi desmascarada por eles mesmos, pois ficou claro que havia recursos disponíveis para o pagamento do funcionalismo. O que a maioria da direção do Sindicato pretendia com a demissão de funcionários era apenas utilizar os recursos gerados com o enxugamento da folha para outras "nobres" causas, como o aumento de repasses para federações que não se sabe até hoje porque ainda existem, e para dar mais dinheiro para centrais sindicais cujo controle sobre o destino dos gastos não está ao alcance dos bancários (assim como de nenhuma base de trabalhadores). 

Derrotar o Burocratismo Sindical é possível 

No rumo atual, as posições e encaminhamentos tomados pela maioria da Direção do SEEB Rio vêm manchando uma história magnífica de lutas e conquistas, não só para os bancários e bancárias, mas para todos o povo trabalhador do Rio de Janeiro. 

Diante de tantos absurdos cometidos pela maioria da direção do SEEB Rio, chamamos as companheiras e companheiros que, como nós, tem se posicionado criticamente e apresentado alternativas a este desastre anunciado para o qual está sendo levado o nosso Sindicato, a construírem conosco uma resistência aos desmandos do setor majoritário desta direção. 

Esta mudança de rumos é imprescindível e inadiável! 

Democracia e Transparência na gestão do SEEB Rio já!