Avante Bancário
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
#OCUPATUDO
Este Blog é de responsabilidade do coletivo de bancários do PCB-RR no Rio de Janeiro.
domingo, 13 de novembro de 2016
Trump será o Lula da direita: rugidos na campanha, miados no poder.
O que teria acontecido caso Lula houvesse sido eleito em 1989? Alguém
acredita que, realmente, 800 mil empresários fariam as malas para
deixar o país, de acordo com o prognóstico alarmista do então presidente
da Fiesp, Mário Amato?
Nem a pau, Juvenal! O poder econômico trataria é de iniciar logo o
enquadramento do Lula que, a julgar pela maneira como procedeu ao
finalmente chegar lá, não oporia muita resistência ao descarte das bandeiras utilizadas para ganhar a eleição.
Desde o sindicalismo, sua trajetória era feita de acordos, com uma
greve aqui e ali para que as montadoras, alegando aumento de custos com a
mão-de-obra, pudessem contornar os congelamentos de preços impostos
pelos ministros da ditadura; se em 1989 os mandachuvas do mercado houvessem
sentado com o Zé Dirceu para acertar os ponteiros, como fizeram em
2002, nossa História teria avançado mais depressa... Para o mesmo lugar.
O Brasil não se tornou comunista sob Lula, a Itália não voltou ao
fascismo sob Berlusconi e é quase impossível os Estados Unidos serem
piores sob Trump do que foram durante a guerra ao terror de
Bush, quando justiça, direitos humanos e respeito à soberania das
nações viraram balelas no país que mais prega a democracia.
Nos três casos, vale ressaltar, os negócios continuaram sendo tocados
conforme a lógica férrea do neoliberalismo dominante, pois há bom tempo
o que realmente importa na economia deixou de ser decidido pelos
chamados dirigentes políticos, hoje reduzidos a meros fantoches do poder econômico.
As extravagâncias de certos presidentes e premiês se limitam ao
varejo, já que no atacado eles não têm permissão para botar as patas. Ou
alguém acredita que Trump conseguirá ressuscitar o protecionismo de
mercado num país que tanto lucra com o livre comércio, correndo o risco
de que ele venha a isolar-se juntamente com o Reino Unido, enquanto
Europa e Ásia estariam deitando e rolando?
Por que supormos que, com Donald Trump, virá o apocalipse? Bem mais
plausível é que, tendo atingido o objetivo de chegar à Casa Branca, ele
tire o macacão de palhaço e volte a se comportar como quem veste terno
de empresário.
Parece que, lembrando o grande Shakespeare, continuamos obnubilados pelas tempestades de som e fúria significando nada com que nos hipnotiza a indústria cultural.
A embalagem do capitalismo nos EUA vai mudar um tantinho, mas o
produto continuará igual. E o que realmente importa é o seguinte: seu
prazo de validade já expirou.
Está na hora de deixarmos de desperdiçar tempo com bobagens e
encararmos nosso verdadeiro problema, qual seja, o de evitarmos que a
agonia do capitalismo, com sua degringolada econômica e catástrofes
ambientais, arraste a espécie humana para a extinção.
Escrito por Celso Lungaretti
http://correiocidadania.com.br
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Tarefa dos Revolucionários no Movimento Sindical
O quadro atual do movimento sindical é de refluxo. Com 11 milhões de
desempregados, as lutas econômicas estão em acentuado descenso. Mesmo em
categorias numerosas e bem organizadas, as greves são derrotadas, não
conseguindo nem a reposição da inflação. As lutas econômicas isoladas
são incapazes de derrotar os ataques do governo da burguesia e do
imperialismo. Diante da crise sistêmica do capitalismo, a burguesia,
como sempre, quer que os trabalhadores paguem pela sua crise. O ataque
do Capital se mostra amplo, isto é, atingirá toda a classe trabalhadora.
A luta contra os ataques do governo Temer passa necessariamente pela
luta política. A luta de classes no país tende a subir a patamares nunca
atingidos. E somente a luta unitária e de massas poderá barrar e
derrotar esses ataques. Mas para que isso aconteça é necessário cumprir
algumas tarefas.
Para enfrentar essa situação crítica, uma das tarefas dos
revolucionários é superar uma deficiência histórica do movimento
sindical brasileiro: a organização por local de trabalho. Sem ela, a
luta econômica é fraca e defensiva, ficando nos limites da
espontaneidade das massas. E a luta política sem a organização por local
de trabalho torna-se muito difícil, quase impossível. Em nossa história
recente temos exemplos de momentos importantes da luta política – o
Golpe de 64 e a Ditadura empresarial-militar – nos quais a greve geral
não ocorreu ou obteve fracos resultados em virtude da débil ou
inexistente organização por local de trabalho. Não é à toa que a
burguesia não aceita a organização dos trabalhadores nos locais de
trabalho. Ela tem consciência do perigo que isso representa – afinal, a
burguesia está na luta de classes.
A burocracia sindical, subserviente ao capital, por motivos óbvios e por
instinto de sobrevivência, não faz esse trabalho. No máximo, faz a
cooptação de novos militantes, corrompendo-os com o aparato sindical. É
evidente que não podemos contar com os dirigentes sindicais reformistas
para essa tarefa. Queremos, sim, a sua base, os trabalhadores. Por
outro lado, organizações de esquerda procuram recrutar novos militantes
que surgem dos movimentos grevistas e populares. Devido sua pequena
inserção no movimento operário-popular, esses grupos, procurando
visibilidade, atuam nos comitês, fóruns, comandos, ou seja, priorizam o
trabalho de cúpula e não fazem o trabalho de base.
O trabalho de organização por local de trabalho é relegado a segundo,
terceiro plano, ou mesmo, na maioria dos casos, não realizado. Esse
trabalho não rende resultados imediatos, seus frutos geralmente aparecem
a médio e longo prazo. É uma atividade que requer paciência e
persistência, principalmente levando-se em conta o atraso político do
movimento operário-popular brasileiro. É um trabalho que o
“revolucionário pequeno-burguês radical”, por sua pressa, pouca firmeza e
falta de determinação verdadeiramente revolucionária, é incapaz de
realizar.
Temos companheiros com muita experiência nas lutas sociais que estão
desgarrados, desorganizados, que muito podem contribuir para a luta.
Esses trabalhadores avançados, apesar de não terem a consciência de
classe comunista, têm uma consciência política mais ampla, sabem dos
limites da luta sindical, não tem ilusões quanto aos seus inimigos e são
respeitados pelos demais trabalhadores, sendo uma referência para eles.
Não podemos desconsiderar esses companheiros. Eles poderão contribuir
para atrair a massa para a luta. A tarefa dos revolucionários é
arregimentar os trabalhadores avançados no plano político-sindical com o
objetivo de criar círculos, comissões e comitês por local de trabalho,
para promover debates e divulgar propostas de ação para a categoria,
sempre com o cuidado de preservar o grupo.
A unidade das forças classistas é fundamental para enfrentar a
conjuntura atual. Independentemente de posições políticas diferentes e
evitando hegemonismos, devemos, através da organização por local de
trabalho, construir uma frente única nas fábricas, empresas e escolas
para enfrentar e derrotar os ataques do governo. Sem dúvida, é um passo
importante para avançarmos na construção de um bloco anticapitalista e
anti-imperialista.
Paulo Cesar De Biase Di Blasio*
* Professor da rede estadual em Nova Friburgo/RJ
De UC Nacional
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OS RESPONSÁVEIS PELO ROMBO DA CASSI AGORA QUEREM NOS EMPURRAR A CONTA
Depois
de negociar com o banco durante dois anos, sem organizar e mobilizar o
funcionalismo do BB para exercer a legítima pressão por seus interesses,
as entidades ditas “representativas”, acordam uma proposta que mais uma
vez onera os bancários e alivia o banqueiro.
Não
podemos aceitar que a nossa CASSI, que tem mais de setenta anos de
existência e superou muitas crises, chegue a uma situação financeira
negativa e não se apure responsabilidades. Onde estavam os gestores que
não planejaram e não administraram de forma a evitar tal situação? Esse
desastre não aconteceu de uma hora para outra.
Como
sempre querem aplicar a solução mais fácil, meter a mão no bolso do
associado e aliviar a responsabilidade do empregador. Já fizeram isso
outras vezes e o resultado foi esse que chegamos agora, o agravamento da
situação financeira da CASSI.
O aporte de 23
milhões a ser feito pelo banco, caso seja aprovada essa proposta, não
corresponde nem a proporção definida no atual estatuto, de uma vez e
meia o valor do nosso, que será de 17 milhões.
Aceitar
essa proposta significa mais um duro golpe contra nossa caixa de
assistência, não vai resolver o déficit financeiro e pode resultar, a
médio prazo, na transformação da CASSI em mais um plano de saúde de
mercado, cobrando valores absurdos dos seus associados.
São
os responsáveis pelo rombo que tentam nos chantagear, dizendo que a
CASSI vai quebrar se o sim for derrotado. Vamos repudiar o bloco
chantagista, votar não, fazer uma grande campanha e exigir uma
negociação efetiva, onde o banco cumpra sua responsabilidade com a
sustentação da CASSI.
Ney Nunes
Delegado Sindical Ag. Cinelândia, RJ.
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
“Muita gente não tem a menor idéia do que é a PEC 241 (PEC do Teto), nem de suas consequências” afirma CNBB
Na última quinta-feira (27/10) a Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB) se posicionou em relação à PEC que limita os gastos
públicos. Segundo os bispos brasileiros:
“ A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege para pagar a conta
do descontrole de gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles
que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais
sejam garantidos. Além disso beneficia os detentores do capital
financeiro, quando não coloca teto para pagamento de juros, não taxa
grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.”
A dura advertência da CNBB, que evidentemente não foi divulgada pela
grande mídia golpista, mostra a que ponto chegamos sendo administrados
por pessoas que não são brasileiros. Mostra, mais uma vez, que estamos
sendo administrados por colonizadores, que estão aí só para explorar o
Brasil e seu povo.
Além do que é levantado pela CNBB, antes de se falar em conter gastos
em saúde e educação, muitos outros aspectos relevantes deveriam ser
observados e sofrer alterações como por exemplo:
- A alíquota máxima do IR para pessoas físicas no Brasil de 27,5% é uma das menores do mundo. Muitos estrangeiros que tem visto permanente no Brasil optam por pagar IR aqui, pois nos seus países de origem as alíquotas atingem 40/50%. Perguntem ao Ministro da Fazenda Henrique Meireles, que tem cidadania americana, onde ele prefere pagar seu imposto de renda?
- Dividendos auferidos por proprietários de empresas no Brasil estão isentos de impostos, isto só acontece por aqui.
- As empresas brasileiras podem lançar como despesa os “juros sobre capital próprio” pagos aos acionistas, o que é mais um artifício “jabuticaba” (só existe no Brasil).
A CNBB também esclarece:
“É possível reverter o caminho de aprovação desta PEC, que
precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular
e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise
econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a
responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das
consequências da PEC 241”.
É claro que em qualquer país sério do mundo, um assunto desta
relevância, seria amplamente discutido com toda a sociedade, com muitas
audiências públicas e grande divulgação. Mas não acredito que isto venha
a ocorrer por aqui, pois nossos “colonizadores” querem queimar etapas e
impor todo o ônus ao povo trabalhador brasileiro, sem muita discussão. O
Senado que temos hoje está unido ao governo Temer com um principal
objetivo que é “estancar a sangria” da “Lava Jato”, sendo que o STF está
sob controle, como disse o senador Jucá.
Mas por outro lado vemos com muita alegria e satisfação este
movimento “ocupa tudo”, que surgiu de forma espontânea entre estudantes
secundaristas e universitários, contestando os desmandos do governo.
Felizmente podemos dizer que ainda há esperança para o futuro do Brasil.
Fonte:http://www.ocafezinho.com
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Mídia abafa envolvimento de Alckmin na invasão de escola do MST
Silêncio da mídia no caso da invasão da escola do MST tem nome e sobrenome
por Renato Rovai, na Revista Fórum
Não é só impressionante como revelador o silêncio de todos os
portais, TVs, rádios e quetais do que se convencionou chamar de mídia
golpista acerca da invasão da Escola Florestan Fernandes, do MST.
O silêncio é tanto conivente quanto envergonhado. Afinal, não há como
tratar do assunto sem dizer que todos os direitos foram violados nesta
invasão.
Os policiais não tinham mandado de busca e apreensão e chegaram
atirando, como se pode ver em vários vídeos e fotos circulando nas redes
e mesmo em matérias desta Fórum.
No local, como também se pode perceber, não havia nenhum militante
portanto qualquer objeto que pudesse ser utilizado como arma de
resistência.
Ou seja, não há a menor justificativa para a ação.
Mas não é só isso que fez com que esse fato não se tornasse notícia. Há um sujeito oculto por trás deste silêncio ensurdecedor.
Funciona mais ou menos assim.
O inocente repórter deve ter dito ao chefe, parece que teve um rolo lá na escola do MST e a polícia está no local.
O editor esperto provavelmente deslocou equipe para o local.
O inocente repórter voltou todo empolgado com a matéria. Mas ao relatar o que aconteceu, não convenceu.
O editor esperto queria os porquês, o que motivou aquela ação.
O inocente repórter não tinha o que dizer sobre isso.
O editor esperto passou a bola pra frente.
E lá de cima veio o recado.
Deixa essa história pra lá, porque o super chefe queria silêncio sobre o caso.
Mas quem é o super chefe, perguntou o inocente repórter.
O editor esperto respondeu: isso não é problema nosso.
E assim um certo sujeito que manda e desmanda na mídia paulista e que
indicou o ministro da Justiça vai fazendo a lei ao seu gosto e sabor.
Isso mesmo, amigos. O silêncio da mídia no caso da invasão da Escola do MST tem nome e sobrenome: Geraldo Alckmin.
O resto é história pra boi dormir.
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domingo, 6 de novembro de 2016
CAMPANHA SALARIAL 2016: CRÔNICA DE UMA DERROTA ANUNCIADA.
Passada a campanha salarial, os bancários se perguntam: mas afinal, qual foi o resultado dessa greve?
O jornal do
Sindicato insiste em manchetes triunfalistas e dizer que o acordo de 2
anos foi conquista, mas a realidade que os bancários estão percebendo
não é essa:
- o reajuste salarial foi abaixo da inflação e o abono foi comido em boa parte pelo Imposto de Renda;
- não se avançou um centímetro em estabilidade ou garantia de emprego;
- os
bancários do Banco do Brasil são ofendidos pelo “Fora Temer Usurpador”
em entrevista na Globo (o golpista declarou que no BB há “muitos
empregados desnecessários”) ;
- na Caixa
Econômica o clima também é de ameaças, possibilidades de reestruturação e
cortes,e a Caixa acabou de ressuscitar o normativo que regulamenta a
terceirização desenfreada (com a contratação
de “bancários temporários”);
-
e neste clima de ataques, a Diretoria do Sindicato e a Contraf/CUT
apóiam a assinatura de um acordo que praticamente nos deixa
“amarrados”no ano que
vem.
Como já alertávamos antes, o governo ilegítimo do “Fora Temer” já mostrou ao que veio:
- o anunciado
“ajuste fiscal duro” veio com a malfadada PEC 241, que congela em
termos reais os investimentos públicos em Saúde e Educação por 20 anos
para garantir o pagamento integral dos juros da dívida pública;
- anuncia uma
Reforma da Previdência com idade mínima de 65 anos, o que significa que
os jovens com menos de 20 anos de mercado de trabalho terão que
trabalhar mais de 40 anos pra conseguirem aposentar-se;
-
já anunciam a “privatização fatiada” da Caixa e Petrobrás, com a venda
da BR Distribuidora e da Caixa Seguros, e a boataria sobre um possível
PDV no Banco do Brasil corre solta.
Desde
o início de nossa campanha salarial, a Oposição/Unidade Classista vinha
alertando de que “a velha dinâmica que a Direção do Sindicato e a
Contraf/CUT imprimiram às greves
dos bancários não ia atingir nenhum resultado favorável este ano”.
Mas
a Diretoria do Sindicato do Rio e a CONTRAF/CUT mantiveram a mesma
dinâmica: apenas ficaram esbravejando no jornal do Sindicato, mas não
convocaram plenárias por região, assembleias
de organização nem reuniões de delegados sindicais para efetivamente
preparar a categoria.
Pra
termos uma idéia da paralisia da Diretoria do nosso Sindicato, as
eleições para delegado sindical na Caixa foram realizadas na semana
anterior à greve – e nem chegaram a tomar
posse! Só houve três assembleias antes da greve – e a primeira, que
aprovou a pauta, foi numa
segunda-feira depois de feriadão olímpico! (Obviamente
foi uma assembleia esvaziada, desconhecida pela maioria dos bancários).
Depois tivemos as duas assembleias de greve: a “oficial” com um número
reduzido de bancários
e a “organizativa” ESVAZIADÍSSIMA.
Nós da Oposição dizíamos naquele momento: “Na nova conjuntura, só uma coisa levará à vitória da nossa campanha salarial: a organização dos bancários para
intensificar a adesão à greve,
tornando-a realmente massiva, com um impacto que possa atingir o bolso
dos banqueiros e colocar o governo na defensiva. (...) Necessitamos de
uma campanha salarial com
milhares de bancários participando das assembleias, definindo os rumos da luta, afirmando quais são nossas reivindicações prioritárias,
fazendo greve de verdade e
unificados com a luta de todos os trabalhadores em defesa da previdência pública e dos direitos trabalhistas da CLT.”
Mas o “velho script” de
greve de fachada da
Diretoria do Sindicato e da CONTRAF/CUT foi aplicado este ano novamente.
A greve nos bancos privados praticamente se restingia ao Centro da
cidade, com as agências fechadas “de fora pra dentro”
e os colegas sendo obrigados a trabalhar em outras regiões. No banco do
Brasil e na caixa, agências fechadas ao público mas com muitos colegas
dentro “batendo metas” e “fazendo negócios”.
A mudança de qualidade na
greve, tornando-a massiva, só aconteceu na
última semana E SÓ NA CAIXA ECONÔMICA, à revelia da Direção do
Sindicato!
Com
a greve que tivemos – com baixíssima participação dos bancários, exceto
na Caixa na última semana – aconteceu o que a Oposição já denunciava
antes: “
(...)greve
de fachada, assembleias teatrais, piqueteiros contratados, aqueles
jornais dos sindicatos anunciando “proposta final dos bancos” arrancada
por uma greve que sabíamos não ser de verdade (antes mesmo de
discutirmos as propostas), todo aquele clima de
farsa não arrancará nenhuma proposta decente dos bancos e poderá inclusive causar mais perda de direitos.”
Dito
e feito: a categoria acabou sendo forçada a aceitar um acordo
rebaixado, com reposição abaixo da inflação, abono (que o Imposto de
renda comeu um pedação), sem nenhuma garantia
de emprego e, PRA PIORAR, COM A ARMADILHA DO ACORDO DE 2 ANOS!
E porque o acordo de 2 anos é uma armadilha? Por uma razão muito simples:
ninguém sabe o que vai acontecer ano que vem!
Agora então com a prisão do meliante Eduardo Cunha, quem é capaz de garantir que o governo ilegítimo de Temer sobreviverá? E
se o Usurpador cai por mais uma manobra parlamentar,
quem vai assumir o lugar?
Como estará a economia do país: mal ou ainda pior? Com este grau de
indefinição, chega a ser uma irresponsabilidade amarrar a categoria em um acordo de 2 anos
como se estivesse tudo “normal, tranqüilo e favorável!
O pior é que a Diretoria do Sindicato brada aos quatro ventos que “acordo bianual foi conquista”...CONVERSA PRA BOI DORMIR!
Se acordo de 2 anos fosse bom, porque nunca propuseram antes? Porque aceitaram
a proposta dos banqueiros de acordo de 2 anos JUSTO NO ANO
EM QUE A GREVE FOI MAIS FRACA E O RESULTADO FOI RUIM?
A verdade é que
a Diretoria do Sindicato NÃO CONSEGUE ADMITIR QUE NÓS BANCÁRIOS FOMOS DERROTADOS NESTA CAMPANHA SALARIAL. Não conseguem
e nem podem admitir, pois isso equivale a
confessar que eles e a CONTRAF/CUT são os (ir)responsáveis por essa derrota.
CHEGA
DE PELEGUISMO!
A Oposição Bancária Unificada chama a todos e todas
bancários e bancárias a construirmos juntos uma nova direção de lutas
para a categoria. Vamos seguir o exemplo
dos colegas da Caixa, que se organizaram e mobilizaram à revelia da Direção do Sindicato;
vamos construir juntos um forte movimento de Oposição Bancária de base pra MUDAR O SINDICATO.
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