Avante Bancário

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Banqueiros vão apresentar nova proposta

Banqueiros vão apresentar nova proposta
É isto mesmo que você, Bancário e Bancária, leu! Os banqueiros vão apresentar nova proposta:
# desde que cada um faça a sua parte;
# desde que não furem a greve;
# desde que participem das mobilizações;
# desde que haja pressão para os banqueiros;
# desde que sua indignação seja expressa na rua e não nas redes sociais.
# desde que o lucro dos bancos seja interrompido com a força da GREVE.
Cuidado com a boataria
A mobilização e a unidade de todos os bancários são a garantia da força do movimento grevista. Contra a luta dos trabalhadores, que reivindicam melhores condições de trabalho, as instituições financeiras tentarão desestabilizar a categoria bancária com boatos infundados, como os que vêm circulando nas redes sociais dando conta de um suposto “calendário de negociações” da campanha.
Não acredite nisso. Para evitar a propagação de informações falsas, repassadas para enfraquecer a greve dos bancários, o Sindicato reafirma que, como legítimo representante da categoria, é a única fonte confiável onde se deve buscar informações.
Fonte: SEEB Floripa

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Urgente: prisão de petroleiros em Santos

Mexeu com um, mexeu com todos nós! Lutar não é crime, abaixo a repressão!

Nesta manhã de quarta-feira, 14, dois petroleiros dirigentes do SindiPetro do Litoral Paulista  (Fábio Mello e Fábio Farofa) foram presos e agredidos numa manifestação pacífica que ocorria em frente ao prédio da Petrobrás (Edisa), no bairro do Valongo, em Santos (SP).
A brutal repressão policial, além das prisões, contou com gás de pimenta, violência física e o quase atropelamento de petroleiros que tentavam defender os companheiros que estavam sendo presos.
Manifestamos nossa completa solidariedade com os trabalhadores presos, com toda categoria petroleira e o Sindicato do Litoral Paulista. Mexeu com um, mexeu com todos nós! Lutar não é crime, abaixo a repressão!
Enquanto políticos, altos diretores e empresários que roubaram por anos a empresa, como mostrou a Operação Lava Jato, continuam livres e impunes, os trabalhadores petroleiros que defendem a Petrobrás pública e estatal são presos e agredidos. 
Fazemos um chamado a todas as entidades sindicais, políticas e sociais a se manifestarem contra as prisões e a repressão violenta ocorrida hoje em Santos.  Vamos repudiar a criminalização das lutas da classe trabalhadora!
Fonte: pstu.org.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

70 ​ANOS DA FSM​ FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL


Representantes da Unidade Classista estiveram presentes no Simpósio Sindical Internacional, evento realizado na cidade de São Paulo entre os dias 01 e 03 de outubro. Na ocasião, dirigentes sindicais de todos os continentes participaram da comemoração do septuagésimo aniversário da Federação Sindical Mundial. A história da FSM foi um dos temas centrais discutidos no Simpósio. Ressaltou-se o protagonismo da Federação na luta anti-imperialista e na promoção do internacionalismo proletário desde 1945, quando foi fundada.

George Mavrikos, secretário geral da entidade, chamou atenção para a atual agressividade do imperialismo no Oriente Médio, Norte da África e América Latina, conclamando à solidariedade entre os trabalhadores e povos de todo o mundo para fazer frente à profunda crise internacional instalada no sistema capitalista, crise esta que vem intensificando a ofensiva do capital globalizado e ameaçando a vida de milhões de pessoas. 

No contexto deste chamamento, a Unidade Classista aproveitou a atividade para dar consequência a uma de suas resoluções congressuais que reafirmam a importância de fortalecer a FSM e deu início ao processo de filiação à Federação. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL

NOTA PÚBLICA DO CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL / 7ª REGIÃO SOBRE OS RECENTES ACONTECIMENTOS NO RIO DE JANEIRO
O Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro (CRESS-RJ) vê com indignação a escalada repressiva do Estado, substituindo cada vez mais o necessário investimento em políticas sociais e a garantia de direitos. Coerção essa historicamente voltada para os setores mais empobrecidos da população. O Conselho também não coaduna com a posição de que o papel do Estado de garantir o direito à segurança deva ser substituído pela autoproteção individual.
Não nos espanta que os discursos de ódio contra a população jovem, negra e pobre da cidade que, por sua contraditoriedade, já foi chamada de “purgatório da beleza e do caos”, apareça justamente vindo de parte da população da Zona Sul, região mais protegida e segura do Rio de Janeiro. É que o ódio se baseia no medo, e o medo tem sua origem na desigualdade alarmante que pulsa a cada batida do coração da cidade ainda maravilhosa. Se a Zona Sul tem medo, o que dizer da Zona Norte onde assassinatos e execuções por parte de policiais fazem parte do cotidiano, como reconhecido unanimemente por entidades e organizações nacionais e internacionais de defesa de direitos humanos com ampla credibilidade?
Quanto ao discurso que criminaliza os defensores de direitos humanos, ou os considera obstáculos à ação policial “eficiente”, respondemos sem vacilar: no Estado democrático de direito a polícia existe antes de tudo para garantir os direitos humanos. Se não é esse o caso no Brasil, então alguma coisa está muito errada. Temos a certeza de que o erro não está na garantia de direitos, mas sim na sua restrição. O CRESS-RJ repudia tanto a substituição das políticas sociais pela coerção, quanto a repressão dirigida por razões políticas aos segmentos mais pauperizados, assim como aos movimentos sociais da classe trabalhadora organizada.
Ao Secretário de Segurança Pública do estado e ao Secretário de Desenvolvimento Social do município cabe ressaltar que política de assistência social não é repressão. Os números revelam quais são as prioridades do governo estadual: 7 bilhões de reais para segurança pública, em 2014. Número 14 vezes maior do que o destinado para a assistência social no mesmo ano. No município o orçamento da assistência social não chega sequer a 3%. E a educação, que deveria ser prioridade, quase nunca atinge ao mínimo de 25% que a Constituição Federal prevê.
Ao assistente social cabe “abster-se, no exercício da profissão, de práticas que caracterizem a censura, o cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos competentes”, segundo nosso código de ética. Em relação a situações de conflito, como a ocorrida no último fim de semana na Zona Sul do Rio de Janeiro, é vedado ao assistente social participar de ações de cerceamento de direitos em abordagem social nas ruas (Tremo de Orientação de 31/01/2013).
O CRESS-RJ repudia veementemente as ações de segregação social baseadas em quaisquer critérios, sejam eles raciais, econômicos ou territoriais.
Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2015.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

Quem nos governa?

Vladimir Safatle
Estamos em 1860. O Império Britânico acaba de vencer a famosa “Guerra do Ópio” contra a China, talvez uma das páginas mais cínicas e criminosas da história cínica e criminosa do colonialismo. Metade do comércio da Inglaterra com a China baseia-se na venda ilegal de ópio. Diante da devastação provocada pela droga em sua população, o governo chinês resolve proibir radicalmente seu comércio. A resposta chega por uma sucessão de guerras nas quais a Inglaterra vence e obriga a China a abrir seus portos para os traficantes e missionários cristãos (uma dupla infalível, como veremos mais à frente), além de ocupar Hong Kong por 155 anos.
Em 1860, guerra terminada, os ingleses tiveram a ideia de abrir um banco para financiar o comércio baseado no tráfico de drogas. Dessa forma apoteótica, nasceu o HKSC, tempos depois transformado em HSBC (Hong Kong and Shangai Bank Corporation), conhecido de todos nós atualmente. Sua história é o exemplo mais bem acabado de como o desenvolvimento do capitalismo financeiro e a cumplicidade com a alta criminalidade andam de mãos dadas.
A partir dos anos 70 do século passado, por meio da compra de corporações nos Estados Unidos e no Reino Unido, o HSBC transformou-se em um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. No Brasil, adquiriu o falido Bamerindus. Tem atualmente 270 mil funcionários e atua em mais de 80 países. Sua expansão deu-se, em larga medida, por meio da aquisição de bancos conhecidos por envolvimento em negócios ilícitos, entre eles o Republic New York Corporation, de propriedade do banqueiro brasileiro Edmond Safra, morto em circunstâncias misteriosas em seu apartamento monegasco. Um banco cuja carteira de clientes era composta, entre outros, de traficantes de diamantes e suspeitos de negócios com a máfia russa, para citar alguns dos nobres correntistas. Segundo analistas de Wall Street, a instituição financeira de Nova York teria sido vendida por um preço 40% inferior ao seu valor real.
Assim que vários jornais do mundo exibiram documentos com detalhes de como a filial do HSBC em Genebra havia lavado dinheiro de ditadores, traficantes de armas e drogas, auxiliado todo tipo de gente a operar fraudes fiscais milionárias e a abrir empresas offshore, a matriz emitiu um seco comunicado no qual informava que tais práticas, ocorridas até 2007, não tinham mais lugar e que, desde então, os padrões de controle estavam em outro patamar. Mas não é exatamente essa a realidade.
Em julho de 2013, a senadora norte-americana Elisabeth Warren fez um discurso no qual perguntava: quanto tempo seria ainda necessário para fechar um banco como o HSBC? A instituição havia acabado de assumir a culpa por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas mexicano e colombiano, além de organizações ligadas ao terrorismo. Tudo ocorreu entre 2003 e 2010. A punição? Multa irrisória de 1,9 milhão de dólares.
Que fantástico. Entre 2006 e 2010, o diretor mundial do banco era o pastor anglicano (sim, o pastor, lembram-se da Guerra do Ópio?) Stephen Green, que, desde 2010, tem um novo cargo, o de ministro do gabinete conservador de David Cameron, cujo governo é conhecido por não ser muito ágil na caça à evasão fiscal dos ricos que escondem seu dinheiro. Enquanto isso, os ingleses veem seu serviço social decompor-se e suas universidades serem privatizadas de fato. O que permite perguntas interessantes sobre quem realmente nos governa e quais são seus reais interesses.
Alguns fatos são bastante evidentes para qualquer interessado em juntar os pontos. Você poderia colocar seus filhos em boas escolas públicas e ter um bom sistema de saúde público, o que o levaria a economizar parte de seus rendimentos, se especuladores e rentistas não tivessem a segurança de que bancos como o HSBC irão auxiliá-los, com toda a sua expertise, na evasão de divisas e na fraude fiscal. Traficantes de armas e drogas não teriam tanto poder se não existissem bancos que, placidamente, oferecem seus serviços de lavagem de dinheiro com discrição e eficiência. Se assim for, por que chamar de “bancos” o que se parece mais com instituições criminosas institucionalizadas de longa data?
Fonte: Intersindical