Avante Bancário

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Para a Bahia, reajuste de 10,25% é pouco.


Depois de intensos debates na Conferência Nacional, neste final de semana, em Curitiba (PR), foi aprovado o reajuste de 10,25% (5% de aumento real mais a inflação do período). A Bahia e Sergipe queriam mais. Os trabalhadores defenderam 10% de aumento real mais a inflação.

O índice aprovado neste domingo (22/07) deixa claro, mais uma vez, que os interesses dos sindicatos do eixo Rio-São Paulo, ligados a CUT (Central Única dos Trabalhadores), sempre prevalecem, mesmo que a categoria considere a proposta rebaixada.

Bahia e Sergipe definiram o reajuste com base na alta lucratividade dos bancos em atuação no país, que no ano passado ultrapassou os R$ 50 bilhões. Para os bancários dos dois estados, é preciso aproveitar o bom momento para exigir que as empresas valorizem efetivamente os empregados.

As cláusulas econômicas ainda incluem piso igual ao salário mínimo definido pelo Dieese, de R$ 2.416,00, e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais uma parcela fixa de R$ 4.961,25.

Auxílios
Para o vale-refeição e a cesta-alimentação foi aprovado o valor do salário mínimo oficial, atualmente de R$ 622,00. A categoria quer ainda que o pagamento seja estendido aos aposentados e trabalhadores afastados. O auxílio-creche/babá também terá o valor do mínimo oficial vigente.
 
 
Fonte: bancariosbahia.org.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O GOVERNO FHC, O SANTANDER E O HSBC

Entre outros legados de Fernando Henrique Cardoso, se encontra a desnacionalização de alguns bancos, estatais e privados. Os casos mais emblemáticos são o do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, e o do Bamerindus, então controlado pelo Sr. José Eduardo de Andrade Vieira. O banco estatal paulista foi vendido ao espanhol Santander por 7 bilhões de dólares. A importância era muito inferior aos seus ativos reais.

A venda do Bamerindus, na calada da noite, ao HSBC, ainda parece mais grave. O seu controlador fora ministro do governo Itamar Franco e um dos principais financiadores da campanha de Fernando Henrique à Presidência, de cujo governo também participou. Segundo se informou, na época, o HSBC pagou um dólar pelos ativos bons do Bamerindus, e o Banco Central assumiu os ativos duvidosos, ou seja, suas dívidas e seus créditos junto ao mercado.
O Santander se transformou hoje no instrumento de transferência de recursos brasileiros para a matriz espanhola. Associado, ali, aos interesses do governo, hoje acossado pela mais grave crise econômica e social do país das últimas décadas, o Santander sobrevive com a forte participação da sucursal brasileira, responsável por um quarto dos lucros obtidos em suas operações mundiais.
O HSBC foi denunciado, por um comitê do Senado norte-americano, de associação criminosa com os narcotraficantes do México e com fontes financiadoras dos militantes muçulmanos no Oriente Médio. De acordo com a denúncia, que os controladores do banco atribuem à negligência de seus executivos, o HSBC realiza a lavagem de dinheiro dos cartéis mexicanos da droga, e serve de apoio a um banco da Arábia Saudita ligado à Al Qaeda. É possível que esse mesmo envolvimento seja descoberto na Colômbia, com os traficantes de cocaína, e no Afeganistão, o maior produtor mundial da papoula, de onde se extrai o ópio que, refinado, produz a heroína.
O HSBC ( Hong-Kong and Shangai Banking Corporation) apesar do nome, é uma instituição britânica, fundada em 1865, em Londres, que continua a ser sede. De todos os negócios feitos pelo governo Fernando Henrique com bancos estrangeiros, este permanece o mais misterioso. Segundo se sabe, ele foi concluído pelo então Ministro Pedro Malan em viagem sigilosa a Londres, e fechado ali durante a noite. Só então, depois de concluída, a negociação foi divulgada no Brasil.
O novo escândalo se soma aos demais, e a cada dia cresce a pressão da opinião pública mundial a fim de que os governos façam uma devassa nos grandes bancos internacionais e imponham regras rigorosas para o seu funcionamento. Um apelo neste sentido está sendo divulgado pela internethttp://www.avaaz.org/po/bankers_behind_bars_f/?tfGaodb), e se espera que, nas próximas horas, ele atinja um milhão de assinaturas.
Postado por Mauro Santayana às 11:21 0 comentários

domingo, 8 de julho de 2012

Mulher, crime e castigo

Dora Martins


Cidade de São Paulo. Numa casa qualquer, num bairro central, Mariana, de 22 anos, mãe de uma filha de 3 anos, sente dores na barriga e vai ao banheiro. Lá, em prantos, agarrada ao vaso sanitário, pede socorro e vê o segundo filho nascer. Mariana, com medo de ser posta na rua pela mãe, tomou dois comprimidos de Citotec, e acreditou ter “feito aborto”. Ana Clara nasceu com a chamada Síndrome de Moebius, que está associada ao uso do Citotec e, agora, vive num abrigo, e, talvez, quem sabe?, um dia será adotada.


A vingar o projeto do novo Código Penal, jovens como Mariana poderão interromper a gravidez não desejada, com assistência médica e com respeito à sua saúde.


Hoje o aborto é crime, com pena de até seis anos de prisão, e a lei só abre duas exceções: permite o aborto se a gravidez põe em risco a vida da gestante ou se ela ficou grávida em razão de um estupro.


Com a reforma, outras exceções estão previstas: não haverá crime se a gravidez for decorrente de qualquer ato de violação à dignidade sexual da mulher, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida. E, também não será crime o aborto realizado toda vez que, não são só a vida, mas também a saúde da mulher estiver em risco.


E o maior avanço do novo Código Penal está no inciso IV do artigo 128, que exclui o crime de aborto, por vontade da mulher, até a 12ª semana de gravidez.


Essa previsão, que já existe em inúmeros países, dentre eles Portugal e Espanha, é um avanço. Mas um avanço tímido. É que se deu o poder à mulher para decidir pela interrupção de sua gravidez até a 12ª semana, mas, prevê-se que tal vontade deverá ser referendada por um médico ou um psicólogo, aos quais caberá dizer se a mulher tem ou não tem “condições psicológicas de arcar com a maternidade”.


Cabe lembrar que mulher alguma faz aborto por prazer, e que oxalá, médicos e psicólogos façam essa avaliação do desejo de cada mulher, sem critérios morais, emocionais ou religiosos.
Dora Martins é Integrante da Associação Juízes para a Democracia.

Fonte: Brasil de Fato

Como o Comitê Central da Burguesia decide as medidas de política econômica

 cemflores.blogspot.com.br
Ao final de março publicamos neste blog as simbólicas fotos do que chamamos de reunião do Comitê Central da Burguesia, ocorrida dias antes entre a Presidente Dilma, o Ministro da Fazenda Guido Mantega e 28 dos maiores burgueses do país. As fotos são ilustrações perfeitas da validade universal da tese de Marx e Engels contida no Manifesto Comunista: “O Estado moderno não é nada mais que um comitê para gerenciar os negócios da burguesia”.

A partir das discussões de conjuntura com os companheiros do blog, decidimos que era importante analisarmos mais a fundo esse assunto. Aquela reunião deu ensejo a novas medidas do governo, “políticas públicas”, diz o jargão oficial para as medidas que o Estado capitalista toma para favorecer a sua burguesia. E quem diz favorecer a burguesia, diz aumentar a sua taxa de acumulação, sua taxa de lucro, o que não quer dizer outra coisa senão o aumento da exploração da classe operária e demais classes dominadas. E quando vemos, em 27 de junho, que o governo lançou o sétimo desses pacotes em um ano e meio (com o ridículo nome de “PAC Equipamentos”), percebe-se que não se trata de “acaso”, mas do modus operandi do governo e do Estado brasileiros.

No texto a seguir, através de uma investigação detalhada dos antecedentes da reunião do Comitê Central da Burguesia, de suas propostas e das medidas que se seguiram, pretendemos mostrar a quem, de fato, serve o Estado capitalista. Ao mostrar o Estado burguês a serviço da sua burguesia (desculpem o pleonasmo!), esperamos deixar claro o vergonhoso papel de serviçais da burguesia desempenhado pelas atuais centrais e sindicatos, pseudo-representantes dos trabalhadores, e também criticar aquilo que Engels chamava de “crença supersticiosa no Estado”.Para ler clicar aqui


fonte: http://cemflores.blogspot.com.br/

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Prisão do homem-forte da Norte-Sul alarma Brasília

À frente da construção da Ferrovia Norte-Sul, José Francisco das Neves, do PR, montou um patrimônio milionário em Goiás; nomeado no governo Lula e demitido por Dilma, “Juquinha”, como ele é conhecido, era um dos principais arrecadadores de caixa dois eleitoral do País e fez seu próprio pé de meia.
Uma nova operação da Polícia Federal colocou em alerta as autoridades em Brasília. Nesta manhã, foi cumprido mandado de prisão contra José Francisco das Neves, ex-presidente da Valec Engenharia, sua mulher e dois filhos. A Valec é ligada ao Ministério dos Transportes e toca projetos gigantescos, como a Ferrovia Norte-Sul, do Maranhão a Goiás, e o trem-bala.


Ligado ao PR, “Juquinha”, como ele é conhecido, foi nomeado pelo presidente Lula e demitido por Dilma, na época da demissão do ex-ministro Alfredo Nascimento. Na operação, além das prisões, estão sendo apreendidas três mansões no condomínio Alphaville, em Goiânia, avaliadas em R$ 10 milhões. Mas isso é apenas parte do seu patrimônio. “Juquinha” também comprou algumas das maiores fazendas do estado de Goiás, um dos principais polos da pecuária no Brasil.


Sua prisão pode ter impacto, inclusive, na CPI do caso Cachoeira, pois, nesta quinta-feira está sendo votada a convocação de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Demitido na mesma leva que derrubou Alfredo Nascimento e “Juquinha”, Pagot disse que o PR arrecadou recursos para a campanha presidencial de 2010.


Superfaturamento

A Valec esteve envolvida em diversos episódios de superfaturamento, na construção de trechos ferroviários. No ano passado, o deputado Júlio Delgado (PSB/MG) questionou o Ministério dos Transportes sobre a construção de trechos com custo de R$ 16 milhões por quilômetro em Juiz de Fora, Minas Gerais.


Recentemente, “Juquinha” adquiriu fazendas avaliadas em mais de R$ 30 milhões, pagando em dinheiro vivo, que foram colocadas em nome da esposa Marivone e dos filhos.
De acordo com o procurador Hélio Telho, do Ministério Público Federal de Goiás, “pela primeira vez o patrimônio de um político que enriqueceu no exercício do cargo é objeto de investigação criminal”.


Além de Alfredo Nascimento, “Juquinha” tinha como um de seus principais padrinhos políticos o sempre presente Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Lista de bens apreendidos aqui.


Fonte: Brasil247.com

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os esquemas de corrupção do Banco do Nordeste podem ter desviado R$ 2 bilhões

Autor de denúncias que derrubaram a cúpula do Banco do Nordeste procura novamente o Ministério Público e afirma que o estrago aos cofres públicos foi bem maior do que o que denunciara antes.
LEOPOLDO MATEUS

As revelações trazidas por ÉPOCA no início de junho sobre desvios de mais R$ 100 milhões no Banco do Nordeste provocaram uma limpeza em sua cúpula. No primeiro dia útil, o então chefe de gabinete da presidência do banco, Robério do Vale, foi exonerado. A reportagem revelara que três das empresas que lesaram o banco, com notas ficais falsas, segundo dados de auditoria interna, eram de seus cunhados. Oito dias depois, o banco confirmou um esquema na cidade de Limoeiro do Norte, envolvendo recursos do Pronaf, exposto no mesmo texto de ÉPOCA. No dia seguinte, deixaram seus postos o diretor de Gestão do Desenvolvimento, Alencar Sydrião Junior, responsável pelos recursos do programa, e Isidro de Siqueira, diretor de Controle e Risco. No mesmo dia, com sua saída dada como certa no Ministério da Fazenda, o presidente do BNB, Jurandir Santiago, entregou o cargo.


O autor das denúncias que levaram o Ministério Público, a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o próprio banco a investigar os desvios diz que ainda não havia revelado tudo o que sabe. O ex-gerente de negócios Fred Elias de Souza, transferido para o Serviço de Atendimento ao Consumidor do banco, decidiu procurar novamente o promotor Ricardo Rocha, na última terça-feira. Fez novas denúncias. No depoimento, Souza diz que, ao final das investigações, os órgãos de fiscalização chegarão a um total de R$ 2 bilhões em operações fraudulentas.


Apenas no Maranhão, Souza “acredita que o rombo passe de R$ 1bilhão”. Na Superintendência da Bahia, segundo Souza, existe um esquema de desvios envolvendo a família Meira. Ele afirmou ao promotor que o escritório Meira Projetos e Consultoria, de José Nilo Meira, irmão do superintendente Nilo Meira, fez projetos com indícios de fraudes, para empresas que buscavam financiamentos no banco, aprovados “com conhecimento do diretor de Negócios do BNB, que é da Bahia, o diretor (Paulo) Ferraro”. Paulo Ferraro, que desde a semana passada ocupa ao mesmo tempo os cargos de diretor de Negócios e presidente do banco, também é acusado em outro trecho do depoimento. “Uma empresa foi mencionada no relatório da CGU de 2010, que revelou indícios de fraude nas garantias ofertadas numa operação de quase R$ 500 milhões, cujos imóveis dados como garantia só cobriam R$ 300 milhões. Tudo foi feito com a conivência do diretor Ferraro”, afirma Fred de Souza.


 O dono da empresa Meira Projetos, José Nilo Meira, rebate as acusações. Diz ter sido funcionário do banco por 21 anos. Afirma que faz projetos desde 2001, quando seu irmão ainda não era superintendente. “O senhor Fred Elias está agindo com leviandade ao mencionar o meu nome e da minha empresa. Vou mover uma ação de danos morais contra esse cidadão”, afirma. O presidente Paulo Ferraro e o superintendente da Bahia, Nilo Meira, preferiram não se manifestar. Em nota, a direção do Banco do Nordeste disse que todas as denúncias que chegam são apuradas e que tomará providências, caso alguma suspeita seja confirmada. O promotor Rocha afirma que as novas acusações merecem ser investigadas. “As denúncias do Fred, muitas já comprovadas, estão desmontando um esquema criminoso que feria de morte o BNB.” Se há mais fumaça, pode haver mais fogo.
 
 
 Fonte: Revista Época

domingo, 1 de julho de 2012

Cara de Pau Sem Limites

É verdade, quem pensava que a manipulação e a mentira já tinham alcançado seu ponto máximo nas páginas do jornal do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, deve ter ficado surpreso com a matéria publicada na sua edição de n° 4557 de 26/06/2012, nela, simplesmente a manchete diz que o “Sindicato consegue frear demissões e retornar auxílio-educação no Itaú”.

Depois do Itaú colocar no olho da rua mais de sete mil trabalhadores nos últimos doze meses, o jornal bancário afirma que conseguiu “frear as demissões” , porque um diretor do banco fez essa promessa num telefonema ao diretor da Contraf-CUT. 

Primeiro temos que reconhecer a “credibilidade” do Itaú, depois de demitir a rodo é provável que não seja mais necessário colocar tanta gente na rua. Segundo, vamos reconhecer também a “inocência” dos diretores do nosso Sindicato, prontamente acreditaram na promessa daqueles que não tem o mínimo respeito pelos trabalhadores e suas entidades representativas.

A realidade é que após a assinatura do último acordo coletivo se abriu uma temporada de demissões no Itaú e também em outros bancos privados. Durante todo esse tempo o sindicato não chamou uma única assembleia para discutir o assunto e deflagrar uma campanha para valer contra as demissões e de solidariedade aos bancários demitidos. 
 
Longe de nos tranquilizar com a promessa do diretor do Itaú, nós bancários precisamos é intensificar nossa organização e participação na campanha salarial deste ano, única forma de arrancarmos uma cláusula de garantia do emprego, caso contrário, os banqueiros vão continuar se utilizando da rotatividade para reduzir salários e aumentar seus lucros exorbitantes.

Unidade Classista